quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
6:15
Luiz Inácio Lula da Silva - sim, “O Cara” - resolveu fazer a sua própria Constituição. Ele assinou um decreto que tem o fedor de um golpe de estado branco. E não falta ao texto nem mesmo o AI-5 do lulo-petismo. Está anunciando uma espécie de programa de governo de Dilma Rousseff. Explico com um pouquinho de história.
O Regime Militar instituído em 1964 foi mais explícito e mais modesto. Por intermédio do Ato Institucional nº 4, concedeu ao Congresso - já expurgado dos “indesejáveis” - poderes constituintes e “cobrou” uma nova Constituição, que entrou em vigor em março de 1967. Seu objetivo era institucionalizar os marcos da “revolução”. Em 13 de dezembro do ano seguinte, viria o famigerado AI-5. Juntado à Carta, ele suspendia, a depender da vontade do governo, algumas garantias que ela própria, embora autoritária, assegurava. Lula preferiu fazer a sua “miniconstituinte” por meio de um decreto. Refiro-me àquela estrovenga chamada Programa Nacional dos Direitos Humanos (o nome é pura “novilíngua” orwelliana), consubstanciado no decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009. É aquela peça tramada por Dilma Rousseff, Franklin Martins, Paulo Vannuchi e Tarso Genro, sob as bênçãos de Lula, que tenta revogar a Lei da Anistia e que gerou uma crise militar.
Ocorre, meus caros, que esse dado do decreto, acreditem!, está longe de ser a sua pior parte. A íntegra do documento está aqui. Vazado numa linguagem militante, que manda o saber jurídico às favas em benefício do mais escancarado, chulo e asqueroso proselitismo, o texto busca cantar as glórias do “novo regime” - o lulo-petismo -, tenta institucionalizar a patrulha ideológica no país como matéria de formação da cidadania, extingue o direito de propriedade e, POR QUE NÃO?, NO MELHOR MODELO CHAVISTA, CRIA UM OUTRO PODER ACIMA DA JUSTIÇA. Os direitos humanos, assim, são apenas a aparência civilizada de um claro, óbvio e insofismável esbulho constitucional.
É PRECISO QUE SE DIGA COM CLAREZA: O DECRETO 7.037 É UM CONVITE À INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UMA ESPÉCIE DE “ESTADO NOVO LULISTA” - OU DE DITADURA DOS COMPANHEIROS. E NÃO É ASSIM PORQUE EU QUERO. É ASSIM PORQUE ASSIM ESTÁ NO TEXTO.
O decreto tem todas as características da ação solerte, traiçoeira. Foi redigido para enganar, para burlar as regras do estado democrático. Está cheio de cartas na manga, de malandragens, de vigarices intelectuais. Em modestos 6.465 caracteres, quase nada, ele “Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3 - e dá outras providências”. Ocorre que tudo deve ser feito de acordo com o que está no “anexo”. E é lá que mora o perigo. Em extensíssimos 185.142 caracteres, a mistificação dá as mãos à ilegalidade para deixar registrado em papel o “golpe lulista”. Muito já se falou sobre a revisão da Lei da Anistia. Não que o documento toque no assunto. Trapaceiro, especifica na “Diretriz 25″:
Modernização da legislação relacionada com promoção do direito à memória e à verdade, fortalecendo a democracia.
Objetivo Estratégico I:
Suprimir do ordenamento jurídico brasileiro eventuais normas remanescentes de períodos de exceção que afrontem os compromissos internacionais e os preceitos constitucionais sobre Direitos Humanos.
Ações Programáticas:
a)Criar grupo de trabalho para acompanhar, discutir e articular, com o Congresso Nacional, iniciativas de legislação propondo:
- revogação de leis remanescentes do· período 1964-1985 que sejam contrárias à garantia dos Direitos Humanos ou tenham dado sustentação a graves violações;
- revisão de propostas legislativas· envolvendo retrocessos na garantia dos Direitos Humanos em geral e no direito à memória e à verdade.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça; Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
Antes, na Diretriz 23, fica claro que os terroristas de esquerda estão fora do alcance do decreto, a saber:
Reconhecimento da memória e da verdade como Direito Humano da cidadania e dever do Estado.
Objetivo Estratégico I:
Promover a apuração e o esclarecimento público das violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo art. 8o do ADCT da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.
Ação Programática:
a)Designar grupo de trabalho composto por representantes da Casa Civil, do Ministério da Justiça, do Ministério da Defesa e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, para elaborar, até abril de 2010, projeto de lei que institua Comissão Nacional da Verdade, composta de forma plural e suprapartidária, com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de Direitos Humanos praticadas no contexto da repressão política no período mencionado…
AGORA, O QUE AINDA NÃO ESTAVA CLARO
Isso tudo vocês já sabiam. Como sabem que essas duas “diretrizes” violam os incisos XXXVI, XXXVII, XXXIX e XL do Artigo 5º da Constituição, conforme deixei claro no texto TERRORISTA CAÇA TORTURADOR? EM NOME DO QUÊ? Vamos agora àquilo que quase ninguém sabe (LULA SEMPRE SOUBE DE TUDO) porque, entre a celebração de Natal e de Ano Novo, poucos se lembraram de pôr os olhos naquela porcaria. Leiam com atenção o que se chama de “Objetivo estratégico VI”:
Acesso à Justiça no campo e na cidade.
Ações programáticas:
- a) Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério das Cidades
- b) Propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério das Cidades; Ministério do Desenvolvimento Agrário
- c) Promover o diálogo com o Poder Judiciário para a elaboração de procedimento para o enfrentamento de casos de conflitos fundiários coletivos urbanos e rurais.
Responsáveis: Ministério das Cidades; Ministério da Justiça; Ministério do Desenvolvimento Agrário
- d) Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos.
Responsáveis: Ministério do Desenvolvimento Agrário; Ministério da Justiça
Como se nota, na prática, foram tornados sem efeito tanto o caput como o inciso XXII do Artigo 5º da Constituição, que asseguram o direito de propriedade. Os lulo-petralhas vão argumentar que o inciso seguinte, o XXIII, trata da “função social da propriedade. É verdade. Mas, em nenhum momento, isso implica que os “movimentos sociais” definam o que é e o que não é legal, o que é e o que não é aceitável. O modelo exposto acima, se querem saber, é o que vige hoje no Pará, com seu ciclo interminável de violência. O que o texto faz é criar uma instância que tira das mãos do Judiciário a prerrogativa de restaurar um direito que foi agravado. A rigor, o “manto” dos “direitos humanos” extingue a propriedade. Um juiz não poderia mais determinar que a propriedade invadida fosse devolvida ao dono. A SIMPLES INVASÃO JÁ MUDARIA O STATUS JURÍDICO DA ÁREA.
A má-fé jurídica resta ali evidente. Aquele que tiver a sua propriedade invadida terá de esperar o trabalho de “mediação”, que claramente se sobrepõe à Justiça, tolhendo a sua prerrogativa de determinar a reintegração de posse. É EVIDENTE QUE SE TRATA DE UM ATENTADO À JUSTIÇA E DE UMA VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO.
Num trecho chamado “Eixo Orientador II”, lê-se:
No caso do Brasil, por muitos anos o crescimento econômico não levou à distribuição justa de renda e riqueza, mantendo-se elevados índices de desigualdade. As ações de Estado voltadas para a conquista da igualdade socioeconômica requerem ainda políticas permanentes, de longa duração, para que se verifique a plena proteção e promoção dos Direitos Humanos. É necessário que o modelo de desenvolvimento econômico tenha a preocupação de aperfeiçoar os mecanismos de distribuição de renda e de oportunidades para todos os brasileiros, bem como incorpore os valores de preservação ambiental. Os debates sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global, gerados pela preocupação com a maneira com que os países vêm explorando os recursos naturais e direcionando o progresso civilizatório, está na agenda do dia. Esta discussão coloca em questão os investimentos em infraestrutura e modelos de desenvolvimento econômico na área rural, baseados, em grande parte, no agronegócio, sem a preocupação com a potencial violação dos direitos de pequenos e médios agricultores e das populações tradicionais.
O desenvolvimento pode ser garantido se as pessoas forem protagonistas do processo, pressupondo a garantia de acesso de todos os indivíduos aos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, e incorporando a preocupação com a preservação e a sustentabilidade como eixos estruturantes de proposta renovada de progresso. Esses direitos têm como foco a distribuição da riqueza, dos bens e serviços.
Nunca antes na história destepaiz um “decreto” veio vazado nessa linguagem, com a clara satanização de um setor da economia - o agronegócio (justamente aquele que responde pela saúde econômica do Brasil) - e com essa sociologia de botequim, que repete a tara lulista dos marcos inaugurais. Qualquer pessoa medianamente informada sabe tratar-se de uma mentira cretina. Ao juntar no desfile de sandices a extinção da propriedade com os supostos problemas do aquecimento global, temos o verdadeiro samba-do-esquerdista-doido.
Pervertendo as crianças
Nada escapa ao decreto. As crianças também correm riscos. Leiam outros trechos:
- Estabelecer critérios e indicadores de avaliação de publicações na temática de Direitos Humanos para o monitoramento da escolha de livros didáticos no sistema de ensino.
- Fomentar a realização de estudos, pesquisas e a implementação de projetos de extensão sobre o período do regime 1964-1985, bem como apoiar a produção de material didático, a organização de acervos históricos e a criação de centros de referências.
- Incentivar a inserção da temática dos Direitos Humanos nos programas das escolas de formação inicial e continuada dos membros das Forças Armadas.
- Inclusão da temática de Educação e Cultura em Direitos Humanos nas escolas de educação básica e em outras instituições formadoras.
Parece-me que a proposta de patrulha ideológica, inclusive nas escolas militares, está feita. Reparem que o decreto estabelece até parte do conteúdo dos livros didáticos. Ainda não é o extremo da selvageria antidemocrática. No trecho seguinte, vemos os “sovietes” tomando o lugar dos tribunais: “Estimular e ampliar experiências voltadas para a solução de conflitos por meio da mediação comunitária e dos Centros de Referência em Direitos Humanos, especialmente em áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com dificuldades de acesso a serviços públicos.”
Concluindo
Um dos “eixos orientadores” do decreto é o “fortalecimento dos Direitos Humanos como instrumento transversal das políticas públicas e de interação democrática“. Essa conversa de “instrumento transversal” não passa de linguagem pseudo-acadêmica destinada a seduzir incautos. A “transversalidade” é a desculpa costumeira da empulhação de intelectuais mequetrefes para juntar alhos com bugalhos. O decreto que cria a tal Comissão da Verdade (?) mistura no mesmo texto medidas de proteção aos índios, aos gays, às mulheres, aos quilombolas e aos “profissionais do sexo”; pretende orientar a saúde, a educação, a cultura, a produção e a pesca artesanal (!); ataca o agronegócio, critica governos anteriores e canta as próprias glórias; tenta interferir nos livros didáticos, busca desmoralizar a Justiça e acena até com um novo padrão produtivo…
Muito dirão que quase tudo o que há naquela estrovenga depende de projeto de lei e que será o Congresso a dar a palavra final. E daí? O texto não se torna constitucional por isso. Ademais, dados os métodos de cooptação dessa gente, isso não significa uma garantia, mas um risco adicional.
E cumpre reiterar: o tal “decreto dos direitos humanos” (podem gargalhar), peça do mais rombudo revanchismo, passou pela Casa Civil. Dilma já está dizendo a que veio e o que pode vir.
Depois do “filho do Brasil”, eles querem nos oferecer a madrasta.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-suposto-decreto-dos-direitos-humanos-prega-um-golpe-na-justica-e-extingue-a-propriedade-privada-no-campo-e-nas-cidades-esta-no-texto-basta-ler/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ReinaldoAzevedo+%28Reinaldo+Azevedo%29
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA PREVIDÊNCIA TERÃO SERVIÇOS BANCÁRIOS GRÁTIS
por LORENNA RODRIGUES da Folha Online, em Brasília
Beneficiários da Previdência Social terão acesso a vários serviços bancários gratuitamente, como transferência entre contas correntes e extrato mensal.
Pelo acordo firmado com os bancos no fim de dezembro, cada aposentado poderá transferir gratuitamente, uma vez por mês, o valor total do benefício para outra conta bancária. O beneficiário poderá ainda autorizar o banco a fazer a transferência automática do valor. A medida passa a valer imediatamente.
Os aposentados e pensionistas poderão ainda imprimir nos terminais de atendimento automático o extrato mensal do benefício - até agora, o INSS enviava para a casa do beneficiário apenas um extrato semestral. Os bancos, porém, têm seis meses para se adaptar à medida. Além disso, os bancos ficarão responsáveis pelo envio da declaração anual de rendimentos aos aposentados e pensionistas. O documento, necessário para a declaração do Imposto de Renda, também era enviado pelo ministério.
`Estamos deixando de ter despesas da ordem de R$ 55 milhões`, calcula o ministro José Pimentel (Previdência).
Além disso, o aposentado poderá pedir a migração da conta para conta corrente, o que garantirá a oferta dos serviços mínimos determinados pelo Banco Central, como o fornecimento de 10 folhas de cheques e a realização de até quatro saques por mês. De acordo com o ministério, isso vai ajudar cerca de 15,2 milhões de beneficiários que não têm conta bancária.
Os bancos serão responsáveis ainda pela atualização anual do cadastro dos aposentados --a chamada prova de vida-- o que também representará economia aos cofres da Previdência, que paga atualmente R$ 7,50 pelo censo de cada beneficiário.
Acordo
As medidas fazem parte de acordo firmado com os bancos que manteve, até o fim deste ano, o pagamento dos benefícios nas atuais instituições. Em setembro do ano passado, o INSS leiloou a folha de pagamentos dos benefícios concedidos a partir de janeiro deste ano. O órgão e os bancos, porém, não chegaram ainda a um acordo sobre o que será feito com o estoque de 27 milhões de benefícios já existentes.
Até 2007, o pagava aos bancos responsáveis pelos benefícios. O TCU (Tribunal de Contas da União), porém, determinou que o instituto deveria leiloar a folha de pagamento. Desde então, o governo suspendeu o pagamento pelos benefícios já existentes. Agora, o ministério criou um grupo de trabalho para estudar o que deverá ser feito com as aposentadorias e pensões existentes - e quanto o governo deve receber por cada uma delas.
`Estamos criando um grupo de trabalho com a Previdência e o Tesouro Nacional para precificar isso`, completou Pimentel.
Fonte: Folha Online, 6 de janeiro de 2010. Na base de dados do site www.endividado.com.br.
Beneficiários da Previdência Social terão acesso a vários serviços bancários gratuitamente, como transferência entre contas correntes e extrato mensal.
Pelo acordo firmado com os bancos no fim de dezembro, cada aposentado poderá transferir gratuitamente, uma vez por mês, o valor total do benefício para outra conta bancária. O beneficiário poderá ainda autorizar o banco a fazer a transferência automática do valor. A medida passa a valer imediatamente.
Os aposentados e pensionistas poderão ainda imprimir nos terminais de atendimento automático o extrato mensal do benefício - até agora, o INSS enviava para a casa do beneficiário apenas um extrato semestral. Os bancos, porém, têm seis meses para se adaptar à medida. Além disso, os bancos ficarão responsáveis pelo envio da declaração anual de rendimentos aos aposentados e pensionistas. O documento, necessário para a declaração do Imposto de Renda, também era enviado pelo ministério.
`Estamos deixando de ter despesas da ordem de R$ 55 milhões`, calcula o ministro José Pimentel (Previdência).
Além disso, o aposentado poderá pedir a migração da conta para conta corrente, o que garantirá a oferta dos serviços mínimos determinados pelo Banco Central, como o fornecimento de 10 folhas de cheques e a realização de até quatro saques por mês. De acordo com o ministério, isso vai ajudar cerca de 15,2 milhões de beneficiários que não têm conta bancária.
Os bancos serão responsáveis ainda pela atualização anual do cadastro dos aposentados --a chamada prova de vida-- o que também representará economia aos cofres da Previdência, que paga atualmente R$ 7,50 pelo censo de cada beneficiário.
Acordo
As medidas fazem parte de acordo firmado com os bancos que manteve, até o fim deste ano, o pagamento dos benefícios nas atuais instituições. Em setembro do ano passado, o INSS leiloou a folha de pagamentos dos benefícios concedidos a partir de janeiro deste ano. O órgão e os bancos, porém, não chegaram ainda a um acordo sobre o que será feito com o estoque de 27 milhões de benefícios já existentes.
Até 2007, o pagava aos bancos responsáveis pelos benefícios. O TCU (Tribunal de Contas da União), porém, determinou que o instituto deveria leiloar a folha de pagamento. Desde então, o governo suspendeu o pagamento pelos benefícios já existentes. Agora, o ministério criou um grupo de trabalho para estudar o que deverá ser feito com as aposentadorias e pensões existentes - e quanto o governo deve receber por cada uma delas.
`Estamos criando um grupo de trabalho com a Previdência e o Tesouro Nacional para precificar isso`, completou Pimentel.
Fonte: Folha Online, 6 de janeiro de 2010. Na base de dados do site www.endividado.com.br.
STJ nega pedido para que Suzane Richthofen vá para regime semiaberto
STJ nega novo pedido de Habeas Corpus de RichthofenO Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de Suzane Von Richthofen para cumprir sua condenação em regime semiaberto. A jovem foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais em São Paulo, no ano de 2002. O pedido de progressão de regime já havia sido negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
De acordo com o argumento apresentado pela defesa, há mais de um ano Suzane cumpriu o prazo especificado pela Lei de Execuções Penais para a progressão de regime. Segundo os advogados da jovem, também estão preenchidos outros requisitos de caráter subjetivo, tais como ter se apresentado, sempre, de forma espontânea, exercer atividades laborativas e contar com a “existência de laudo favorável realizado por professor em criminologia clínica, nomeado na qualidade de observador do juízo”.
O ministro do STJ, Og Fernandes, negou o pedido com o argumento de que o cabimento de liminar contra decisão que também indefere liminar em outro Habeas Corpus fica restrito às hipóteses nas quais exista “flagrante ilegalidade ou de decisão teratológica — decisão considerada esdrúxula e equivocada”, o que, segundo ele, não foi verificado.
O ministro relator destacou, ainda, que sua decisão tomou como base os termos da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que impede o tribunal de analisar pedido de liminar contra decisão monocrática de tribunal superior. Og Fernandes apresentou precedentes, como Agravo Regimental relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho e Habeas Corpus da relatoria do ministro Jorge Mussi, ambos da 5ª Turma do STJ. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
HC 156.979
Consultor Jurídico
De acordo com o argumento apresentado pela defesa, há mais de um ano Suzane cumpriu o prazo especificado pela Lei de Execuções Penais para a progressão de regime. Segundo os advogados da jovem, também estão preenchidos outros requisitos de caráter subjetivo, tais como ter se apresentado, sempre, de forma espontânea, exercer atividades laborativas e contar com a “existência de laudo favorável realizado por professor em criminologia clínica, nomeado na qualidade de observador do juízo”.
O ministro do STJ, Og Fernandes, negou o pedido com o argumento de que o cabimento de liminar contra decisão que também indefere liminar em outro Habeas Corpus fica restrito às hipóteses nas quais exista “flagrante ilegalidade ou de decisão teratológica — decisão considerada esdrúxula e equivocada”, o que, segundo ele, não foi verificado.
O ministro relator destacou, ainda, que sua decisão tomou como base os termos da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que impede o tribunal de analisar pedido de liminar contra decisão monocrática de tribunal superior. Og Fernandes apresentou precedentes, como Agravo Regimental relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho e Habeas Corpus da relatoria do ministro Jorge Mussi, ambos da 5ª Turma do STJ. Com informações da Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.
HC 156.979
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
CONDENADO POR ASSASSINATO, EX-JUIZ RECEBERÁ R$ 1 MILHÃO DE SALÁRIOS SUSPENSOS
O ex-juiz Francisco Pereira de Lacerda, condenado a 35 anos de prisão por crime hediondo, deverá receber cerca de R$ 1 milhão a título de ressarcimento pelos salários que foram suspensos enquanto esteve foragido. Ele é acusado de mandar matar, em 1997, um promotor da região de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte. A reportagem é da Folha de S.Paulo.
Em 2002, o então presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte suspendera os salários de Lacerda, pois julgou imoral o erário financiar um condenado que fugira da Justiça três vezes. Um mandado de prisão não foi cumprido.
Em 2005, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o tribunal não poderia ter determinado a perda do cargo e cortado os salários do juiz antes do julgamento definitivo da ação. O relator foi o ministro Gilson Dipp. O trânsito em julgado da ação só ocorreu em 2006. O Estado recorre ao Supremo Tribunal Federal para não pagar os salários suspensos.
Lacerda cumpre pena em regime semiaberto em um quartel da PM em Roraima, para onde fugiu. Foi reconhecido casualmente, em 2003, por um delegado da Polícia Federal que trabalhava em Natal na época do assassinato.
A família do promotor assassinado, por outro lado, teve o seu pedido de indenização por danos materiais e morais rejeitado pela Justiça. Segundo o jornalista Frederico Vasconcelos, o Estado já indenizou parentes de um vigilante morto ao tentar proteger o promotor no dia do crime.
“O Judiciário indeniza a família da outra vítima, indeniza o mandante do homicídio, mas não indeniza a família do promotor”, reclama o advogado Daniel Alves Pessoa, filho do promotor assassinado Manoel Alves Pessoa Neto. Ele vê no episódio um exemplo do corporativismo no Judiciário. “Incomoda saber que o crime parece compensar para certas autoridades”, diz.
De acordo com o processo, o promotor foi morto porque estava reunindo provas e iria depor contra o juiz em uma investigação na Corregedoria de Justiça. A família pediu a indenização sustentando que o promotor cumpriu o seu dever e defendeu os interesses do Estado ao fiscalizar o ex-juiz.
Em fevereiro de 2009, o juiz da 4ª Fazenda Pública de Natal julgou improcedente a ação de indenização, pois entendeu que o juiz Lacerda tinha agido como “particular comum”, e não como magistrado, ao mandar matar o promotor. Diferentemente, quando condenou Lacerda, o tribunal estadual considerou que o então juiz “fez uso do cargo” para pressionar o autor.
O autor do assassinato foi Edmilson Pessoa Fontes, preso que fazia a “segurança pessoal” do juiz e não dormia no presídio. Ele disse à Justiça que o ex-juiz prometera “ajeitar sua situação processual”. Confessou ter sido orientado a matar também o vigia do fórum, “se fosse necessário”. O pistoleiro foi condenado a 24 anos de prisão.
Um mês antes do crime, o ex-juiz teria substituído José de Oliveira Silva, que fazia a vigilância armada do fórum nos finais de semana, por Orlando Alves Mari, que não usava arma. Na noite de 8 de novembro de 1997, um sábado, Edmilson surpreendeu o promotor trabalhando em seu gabinete no fórum e atirou contra ele. Em seguida, descarregou a arma no vigia, que tentou tomar o revólver do pistoleiro. O juiz foi ao velório do promotor e deu os pêsames ao filho Daniel.
Consultor Jurídico, 5 de janeiro de 2010
Nota do blog
Como juíza togada, sinto-me envergonhada em postar uma matéria como essa em que um magistrado MATA, É CONDENADO e, de prêmio recebe uma indenização milionária.
É o fim dos tempos!
Sinceramente, os valores da magistratura se inverteram para pior!
Lamentável!
Roseane (Zane)
Em 2002, o então presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte suspendera os salários de Lacerda, pois julgou imoral o erário financiar um condenado que fugira da Justiça três vezes. Um mandado de prisão não foi cumprido.
Em 2005, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que o tribunal não poderia ter determinado a perda do cargo e cortado os salários do juiz antes do julgamento definitivo da ação. O relator foi o ministro Gilson Dipp. O trânsito em julgado da ação só ocorreu em 2006. O Estado recorre ao Supremo Tribunal Federal para não pagar os salários suspensos.
Lacerda cumpre pena em regime semiaberto em um quartel da PM em Roraima, para onde fugiu. Foi reconhecido casualmente, em 2003, por um delegado da Polícia Federal que trabalhava em Natal na época do assassinato.
A família do promotor assassinado, por outro lado, teve o seu pedido de indenização por danos materiais e morais rejeitado pela Justiça. Segundo o jornalista Frederico Vasconcelos, o Estado já indenizou parentes de um vigilante morto ao tentar proteger o promotor no dia do crime.
“O Judiciário indeniza a família da outra vítima, indeniza o mandante do homicídio, mas não indeniza a família do promotor”, reclama o advogado Daniel Alves Pessoa, filho do promotor assassinado Manoel Alves Pessoa Neto. Ele vê no episódio um exemplo do corporativismo no Judiciário. “Incomoda saber que o crime parece compensar para certas autoridades”, diz.
De acordo com o processo, o promotor foi morto porque estava reunindo provas e iria depor contra o juiz em uma investigação na Corregedoria de Justiça. A família pediu a indenização sustentando que o promotor cumpriu o seu dever e defendeu os interesses do Estado ao fiscalizar o ex-juiz.
Em fevereiro de 2009, o juiz da 4ª Fazenda Pública de Natal julgou improcedente a ação de indenização, pois entendeu que o juiz Lacerda tinha agido como “particular comum”, e não como magistrado, ao mandar matar o promotor. Diferentemente, quando condenou Lacerda, o tribunal estadual considerou que o então juiz “fez uso do cargo” para pressionar o autor.
O autor do assassinato foi Edmilson Pessoa Fontes, preso que fazia a “segurança pessoal” do juiz e não dormia no presídio. Ele disse à Justiça que o ex-juiz prometera “ajeitar sua situação processual”. Confessou ter sido orientado a matar também o vigia do fórum, “se fosse necessário”. O pistoleiro foi condenado a 24 anos de prisão.
Um mês antes do crime, o ex-juiz teria substituído José de Oliveira Silva, que fazia a vigilância armada do fórum nos finais de semana, por Orlando Alves Mari, que não usava arma. Na noite de 8 de novembro de 1997, um sábado, Edmilson surpreendeu o promotor trabalhando em seu gabinete no fórum e atirou contra ele. Em seguida, descarregou a arma no vigia, que tentou tomar o revólver do pistoleiro. O juiz foi ao velório do promotor e deu os pêsames ao filho Daniel.
Consultor Jurídico, 5 de janeiro de 2010
Nota do blog
Como juíza togada, sinto-me envergonhada em postar uma matéria como essa em que um magistrado MATA, É CONDENADO e, de prêmio recebe uma indenização milionária.
É o fim dos tempos!
Sinceramente, os valores da magistratura se inverteram para pior!
Lamentável!
Roseane (Zane)
CORTE SUPREMA DO PARAGUAI SUSPENDE 3 JUÍZES
A Corte Suprema do Paraguai decidiu suspender de forma não permanente três juízes que votaram a favor da anulação da decisão do Congresso Nacional de afastar dois outros magistrados do órgão. A decisão foi tomada em sessão extraordinária desta segunda-feira (5/1). A informação é da Agência Brasil.
Integrantes do Congresso Nacional paraguaio levantaram dúvidas sobre a atuação dos juízes Francisco Recalde, Pedro Almada e Menezes Insfrán. Os parlamentares pediram investigações e as suspeitas também motivaram o Tribunal de Júri a julgar as denúncias sobre a suposta incorreção de conduta dos três.
Os três juízes suspensos se manifestaram favoráveis ao retorno à instituição dos magistrados Bonifácio Ríos e Carlos Fernández Gadea, acusados de desempenho indevido das suas funções. Tanto Ríos como Gadea são apontados como nomes ligados politicamente ao ex-presidente Nicanor Duarte, que faz oposição ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo. A data do julgamento dos outros dois juízes ainda não foi definida.
O julgamento provocou um dia de tensões e ameaças de crise política no Paraguai. Ao longo do dia houve manifestações e protestos em frente ao Palácio da Justiça onde estavam reunidos os juízes. A oposição, liderada pelo Partido Colorado do ex-presidente Nicanor Duarte, acusa o presidente do Paraguai, Fernando Lugo (do Partido Liberal), de interferir politicamente no processo, uma vez que o Congresso paraguaio determinou o afastamento dos magistrados das suas antigas funções.
Sem uma base política consolidada, Lugo é alvo de uma campanha intensa da oposição contra seu governo. Com inúmeras divergências internas e disputas frequentes entre Legislativo, Executivo e Judiciário, o presidente paraguaio passa por constantes ameaças de crise política. Especialistas brasileiros que estudam as questões internas do Paraguai negam riscos de ruptura da ordem democrática. Para os estudiosos, os setores envolvidos não têm interesse em provocar um golpe de Estado.
Consultor Jurídico
Integrantes do Congresso Nacional paraguaio levantaram dúvidas sobre a atuação dos juízes Francisco Recalde, Pedro Almada e Menezes Insfrán. Os parlamentares pediram investigações e as suspeitas também motivaram o Tribunal de Júri a julgar as denúncias sobre a suposta incorreção de conduta dos três.
Os três juízes suspensos se manifestaram favoráveis ao retorno à instituição dos magistrados Bonifácio Ríos e Carlos Fernández Gadea, acusados de desempenho indevido das suas funções. Tanto Ríos como Gadea são apontados como nomes ligados politicamente ao ex-presidente Nicanor Duarte, que faz oposição ao presidente do Paraguai, Fernando Lugo. A data do julgamento dos outros dois juízes ainda não foi definida.
O julgamento provocou um dia de tensões e ameaças de crise política no Paraguai. Ao longo do dia houve manifestações e protestos em frente ao Palácio da Justiça onde estavam reunidos os juízes. A oposição, liderada pelo Partido Colorado do ex-presidente Nicanor Duarte, acusa o presidente do Paraguai, Fernando Lugo (do Partido Liberal), de interferir politicamente no processo, uma vez que o Congresso paraguaio determinou o afastamento dos magistrados das suas antigas funções.
Sem uma base política consolidada, Lugo é alvo de uma campanha intensa da oposição contra seu governo. Com inúmeras divergências internas e disputas frequentes entre Legislativo, Executivo e Judiciário, o presidente paraguaio passa por constantes ameaças de crise política. Especialistas brasileiros que estudam as questões internas do Paraguai negam riscos de ruptura da ordem democrática. Para os estudiosos, os setores envolvidos não têm interesse em provocar um golpe de Estado.
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Sindicato processará jornalista Boris Casoy por declaração sobre garis
Sindicato deve processar apresentador Boris Casoy
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, pretende entrar com uma ação contra o jornalista Boris Casoy. O apresentador do Jornal da Band, sem perceber que o microfone estava aberto, fez uma declaração infeliz sobre o trabalho dos garis. A informação é do Comunique-se.
Casoy tem sido criticado desde o dia 31 dezembro, quando ainda durante a exibição da vinheta do jornal afirmou: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho". No dia seguinte, no mesmo jornal, o apresentador pediu desculpas pela atitude. "Ontem durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band", disse.
..............................................................................................................................................(vídeo)
Nesta segunda-feira (4/12), o sindicato entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio a Boris Casoy. "Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores."
Em uma nota oficial no site do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento do trabalho dos garis. "Lamentavelmente, Casoy demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos 'lixeiros no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza", diz a nota.
Em seu blog, a colunista da rádio BandNews, Barbara Gancia, defendeu o apresentador. "O microfone estava aberto quando não deveria estar. O apresentador do Jornal da Band disse o que disse sobre os garis para a sua equipe, não para o público nem em público. Pelo que entendi, ele não aprovou a escolha dos personagens usados em uma matéria de Boas Festas. Quem não sabe o que é colocar um programa de TV ao vivo no ar pode ter a opinião que quiser", afirmou.
Revista Consultor Jurídico
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), José Moacyr Malvino Pereira, pretende entrar com uma ação contra o jornalista Boris Casoy. O apresentador do Jornal da Band, sem perceber que o microfone estava aberto, fez uma declaração infeliz sobre o trabalho dos garis. A informação é do Comunique-se.
Casoy tem sido criticado desde o dia 31 dezembro, quando ainda durante a exibição da vinheta do jornal afirmou: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros... O mais baixo da escala de trabalho". No dia seguinte, no mesmo jornal, o apresentador pediu desculpas pela atitude. "Ontem durante o intervalo do Jornal da Band, num vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, por isso quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do Jornal da Band", disse.
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Nesta segunda-feira (4/12), o sindicato entregou na TV Bandeirantes uma carta de repúdio a Boris Casoy. "Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores."
Em uma nota oficial no site do sindicato, a entidade também criticou o desmerecimento do trabalho dos garis. "Lamentavelmente, Casoy demonstrou não dar valor ao importante serviço prestado por nossos trabalhadores, humilhando-os publicamente. Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos 'lixeiros no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza", diz a nota.
Em seu blog, a colunista da rádio BandNews, Barbara Gancia, defendeu o apresentador. "O microfone estava aberto quando não deveria estar. O apresentador do Jornal da Band disse o que disse sobre os garis para a sua equipe, não para o público nem em público. Pelo que entendi, ele não aprovou a escolha dos personagens usados em uma matéria de Boas Festas. Quem não sabe o que é colocar um programa de TV ao vivo no ar pode ter a opinião que quiser", afirmou.
Revista Consultor Jurídico
DESEMBARGADOR É ACUSADO DE RETER AÇÃO CONTRA GESTÃO MARTA
A Promotoria do Patrimônio Público e Social acusa o desembargador Antonio Carlos Malheiros, do Tribunal de Justiça de São Paulo, de reter há 3 anos e meio autos de investigação sobre supostas irregularidades que envolveriam o Instituto Florestan Fernandes (IFF) durante a gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004) na prefeitura de São Paulo. A promotoria representou contra Malheiros no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a reportagem, a representação afirma que, desde 7 de julho de 2006, o desembargador não adotou providências para levar o caso a julgamento definitivo.
Marta não é alvo da ação que investiga supostas irregularidades em contratos firmados sem licitações por cinco secretarias com prestadoras de serviços no valor de R$ 12,8 milhões. De acordo com o jornal, Malheiros já havia concedido uma liminar em favor do IFF contra decisão do juiz Edson Ferreira da Silva, da 13ª Vara da Fazenda Pública, que havia determinado a quebra do sigilo fiscal, bancário e financeiro do instituto. "Tive muito cuidado para decidir porque esse tipo de demanda requer cautela especial. O Ministério Público está absolutamente correto. Houve mesmo uma demora grande, mas procurei verificar tudo direitinho para ver se é caso ou não de quebra de sigilo", disse o magistrado ao jornal. Em nota, o IFF afirmou às reportagem que as acusações são infundadas, já que, após três anos, "nada se comprovou contra o IFF".
Redação Terra
Marta não é alvo da ação que investiga supostas irregularidades em contratos firmados sem licitações por cinco secretarias com prestadoras de serviços no valor de R$ 12,8 milhões. De acordo com o jornal, Malheiros já havia concedido uma liminar em favor do IFF contra decisão do juiz Edson Ferreira da Silva, da 13ª Vara da Fazenda Pública, que havia determinado a quebra do sigilo fiscal, bancário e financeiro do instituto. "Tive muito cuidado para decidir porque esse tipo de demanda requer cautela especial. O Ministério Público está absolutamente correto. Houve mesmo uma demora grande, mas procurei verificar tudo direitinho para ver se é caso ou não de quebra de sigilo", disse o magistrado ao jornal. Em nota, o IFF afirmou às reportagem que as acusações são infundadas, já que, após três anos, "nada se comprovou contra o IFF".
Redação Terra
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
CONTRARIANDO LULA E JOBIM, FAB OPTA POR CAÇAS SUECOS
Aeronáutica recomenda compra do Gripen NG, o mais barato dos finalistas do FX-2
Relatório técnico contraria preferência pública pelos franceses manifestada pelo governo federal; decisão final cabe ao presidente
ELIANE CANTANHÊDE - COLUNISTA DA FOLHA
O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que o Comando da Aeronáutica entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O Gripen NG, da sueca Saab, ficou em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, em segundo.
O resultado tende a gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a decisão final sobre o projeto de compra de 36 caças, ao contrapor a avaliação técnica da Aeronáutica pró-suecos à preferência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da área diplomática pela oferta que foi apresentada pelos franceses.
A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em nota conjunta assinada pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy, em setembro passado, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica nem sequer havia sido concluída.
Agora, o governo está num impasse: ou passa por cima do relatório da FAB e fica com os Rafale, ou desagrada o governo francês e opta pelo Gripen NG. Formalmente, o presidente Lula está liberado para escolher qualquer um dos três.
Conforme a Folha apurou, o "sumário executivo" do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão inferior em performance), é o mais barato dos três concorrentes finais.
A diferença de valores é tanto no quesito preço do produto como no custo de manutenção. A Saab diz que ofereceu o Gripen pela metade do preço do Rafale, ou seja, algo na casa dos US$ 70 milhões. Afirma que a hora-voo de seu avião é quatro vezes menor do que a do francês, o que a Dassault rejeita: como o Rafale tem duas turbinas, é mais caro de operar, mas teria melhor performance.
Quem vai arcar com todos esses custos, durante os cerca de 30 anos de vida útil do jato, é a FAB, que considera a questão prioritária.
Pesou também o compromisso de transferência de tecnologia. O Gripen NG é um projeto em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para empresas futuramente parceiras, como a Embraer. Há a promessa genérica de produção final no Brasil, mas de resto o Rafale também diz isso. O problema é que o francês é um produto pronto, supostamente com menor taxa de transferência de conhecimento de produção.
O relatório da FAB não considerou como negativo o fato de o jato sueco ser monomotor, já que em aviões modernos isso é visto com um problema menor na incidência de acidentes.
Já o Rafale apresentou três obstáculos, na análise da FAB:
1) Continuou com valores considerados proibitivos, ao contrário do que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, havia prometido a Lula.
2) O prometido repasse de tecnologia foi considerado muito aquém da ambição brasileira. Trata-se de um "produto pronto", que teria, ou terá, dificuldades para ser vendido a outros países a partir do Brasil.
3) A Embraer, consultada pela Aeronáutica, declarou que, se fosse o Rafale, não teria interesse em participar do projeto, pois lucraria muito pouco em tecnologia e em negócios.
O relatório foi feito pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate) e ratificado pelo Alto Comando da Aeronáutica no dia 18 de dezembro.
Jobim voltou ontem à noite a Brasília pronto para se reunir com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Oficialmente, para ganhar tempo, a versão do governo é que a FAB ainda não lhe entregou o documento.
O ministro já sabe do resultado desde uma viagem que fez com Saito à China e à Ucrânia, no final do ano. Os dois aproveitaram uma escala justamente em Paris para discutir a questão com o presidente da Copac, brigadeiro Dirceu Tondolo Noro, que, conforme a Folha apurou, foi chamado de última hora a viajar à capital francesa para encontrá-los.
É uma das grandes compras em curso no mundo, e pode bater os R$ 10 bilhões.
Em entrevista à Folha em dezembro, Jobim admitiu que tinha interferido para mudar as regras do relatório da Copac, mas sem assumir que a intenção era evitar que a FAB indicasse um favorito que não batesse com o do Planalto.
Relatório técnico contraria preferência pública pelos franceses manifestada pelo governo federal; decisão final cabe ao presidente
ELIANE CANTANHÊDE - COLUNISTA DA FOLHA
O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que o Comando da Aeronáutica entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O Gripen NG, da sueca Saab, ficou em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, em segundo.
O resultado tende a gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a decisão final sobre o projeto de compra de 36 caças, ao contrapor a avaliação técnica da Aeronáutica pró-suecos à preferência política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da área diplomática pela oferta que foi apresentada pelos franceses.
A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em nota conjunta assinada pelos presidentes Lula e Nicolas Sarkozy, em setembro passado, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica nem sequer havia sido concluída.
Agora, o governo está num impasse: ou passa por cima do relatório da FAB e fica com os Rafale, ou desagrada o governo francês e opta pelo Gripen NG. Formalmente, o presidente Lula está liberado para escolher qualquer um dos três.
Conforme a Folha apurou, o "sumário executivo" do relatório da FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro como decisivo para a classificação do caça sueco: o Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão inferior em performance), é o mais barato dos três concorrentes finais.
A diferença de valores é tanto no quesito preço do produto como no custo de manutenção. A Saab diz que ofereceu o Gripen pela metade do preço do Rafale, ou seja, algo na casa dos US$ 70 milhões. Afirma que a hora-voo de seu avião é quatro vezes menor do que a do francês, o que a Dassault rejeita: como o Rafale tem duas turbinas, é mais caro de operar, mas teria melhor performance.
Quem vai arcar com todos esses custos, durante os cerca de 30 anos de vida útil do jato, é a FAB, que considera a questão prioritária.
Pesou também o compromisso de transferência de tecnologia. O Gripen NG é um projeto em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para empresas futuramente parceiras, como a Embraer. Há a promessa genérica de produção final no Brasil, mas de resto o Rafale também diz isso. O problema é que o francês é um produto pronto, supostamente com menor taxa de transferência de conhecimento de produção.
O relatório da FAB não considerou como negativo o fato de o jato sueco ser monomotor, já que em aviões modernos isso é visto com um problema menor na incidência de acidentes.
Já o Rafale apresentou três obstáculos, na análise da FAB:
1) Continuou com valores considerados proibitivos, ao contrário do que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, havia prometido a Lula.
2) O prometido repasse de tecnologia foi considerado muito aquém da ambição brasileira. Trata-se de um "produto pronto", que teria, ou terá, dificuldades para ser vendido a outros países a partir do Brasil.
3) A Embraer, consultada pela Aeronáutica, declarou que, se fosse o Rafale, não teria interesse em participar do projeto, pois lucraria muito pouco em tecnologia e em negócios.
O relatório foi feito pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate) e ratificado pelo Alto Comando da Aeronáutica no dia 18 de dezembro.
Jobim voltou ontem à noite a Brasília pronto para se reunir com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Oficialmente, para ganhar tempo, a versão do governo é que a FAB ainda não lhe entregou o documento.
O ministro já sabe do resultado desde uma viagem que fez com Saito à China e à Ucrânia, no final do ano. Os dois aproveitaram uma escala justamente em Paris para discutir a questão com o presidente da Copac, brigadeiro Dirceu Tondolo Noro, que, conforme a Folha apurou, foi chamado de última hora a viajar à capital francesa para encontrá-los.
É uma das grandes compras em curso no mundo, e pode bater os R$ 10 bilhões.
Em entrevista à Folha em dezembro, Jobim admitiu que tinha interferido para mudar as regras do relatório da Copac, mas sem assumir que a intenção era evitar que a FAB indicasse um favorito que não batesse com o do Planalto.
VOCÊ É BRANCO? CUIDE-SE, POR IVES GANDRA MARTINS
Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.
Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula, Marta Suplicy e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria!
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.
Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
(*Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).
Fonte: http://lindosorriso.blogspot.com/2009/02/se-podes-olhar-ve-se-podes-ver-repara.html
Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.
Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula, Marta Suplicy e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria!
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.
Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
(*Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).
Fonte: http://lindosorriso.blogspot.com/2009/02/se-podes-olhar-ve-se-podes-ver-repara.html
STJ MANTÉM CONDENAÇÃO DE EX-SERVIDOR DO TJPA QUE MATOU NAMORADA
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por maioria, habeas corpus a Mário Tasso Ribeiro Serra Júnior, condenado pelo assassinato de Nirvana Evangelista Cruz, sua ex-namorada. Foi a terceira vez que a defesa de Serra Júnior, condenado pelo Tribunal do Júri paraense a 22 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado, tentou, sem sucesso, obter uma liminar no Tribunal.
O crime ocorreu na manhã de 5 de maio de 2007, em Belém (PA). Serra Júnior estava em seu carro com a ex-namorada, estacionado nas proximidades da Universidade Estadual do Pará. Inconformado com o término do relacionamento, o assassino teria discutido com Nirvana e acertado três tiros na vítima, atingindo-a na cabeça, tórax e abdômen.
Após o crime, o acusado teria fugido para uma chácara de familiares próxima da capital, Belém, onde foi preso horas depois. Ele era servidor do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O assassinato teve ampla repercussão no estado e o próprio TJPA confirmou a condenação do funcionário pelo Tribunal do Júri.
Neste habeas corpus impetrado no STJ, a defesa do condenado alegou cerceamento de defesa porque os pedidos de instauração de incidente de sanidade mental não teriam sido levados em conta, além de ter sido dificultada a apresentação de alegações finais “no momento oportuno”. O advogado pedia a concessão da liminar para declarar nula a sentença de pronúncia e a decisão que indeferiu o pedido de abertura de incidente de sanidade mental (exame pericial para constatar possíveis problemas mentais no acusado).
De acordo com as informações processuais, ao indeferir o pedido para avaliar a sanidade mental do acusado, o juiz de primeiro grau assinalou: “O réu confesso é funcionário do Tribunal de Justiça do estado e, segundo consta, teria sido admitido recentemente, portanto, foi avaliado física e mentalmente para assumir o cargo, não se tendo notícias que tenha sido constatada qualquer enfermidade mental. Também não se tem notícia de que o réu tenha sido assistido pelo corpo médico do Tribunal após a sua admissão. Segundo testemunho da ex-mulher, com quem o réu conviveu por 10 anos, Serra Júnior nunca foi violento e nem demonstrou qualquer anomalia psíquica. Do mesmo modo afirmou o amigo de longa data que confirmou nunca ter notado qualquer tipo de alteração comportamental no réu”.
Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do habeas corpus, não existe falha no entendimento de primeiro grau. “Não há qualquer nulidade pelo indeferimento devidamente justificado do pedido de instauração de incidente de sanidade mental, requerido já na fase das alegações finais, e sem suporte em elementos concretos que indicassem que, ao tempo do crime, o paciente tivesse comprometida sua capacidade de autodeterminação”.
O ministro explicou que o exame, previsto no artigo 149 do Código de Processo Penal é imprescindível apenas quando houver dúvida acerca da saúde mental do acusado, isto é, “indícios plausíveis de que o agente, no tempo dos fatos, era incapaz de entender o caráter ilícito de sua conduta. No caso, o Juiz que presidiu o feito não detectou nenhuma anormalidade no interrogatório do acusado, ou mesmo durante a instrução processual, a fim de justificar a instauração de incidente de insanidade mental, sendo certo que somente na fase de alegações finais, a defesa alegou ser o paciente portador de doença capaz de interferir no seu estado psíquico (epilepsia)”.
Napoleão Maia Filho não acolheu o pedido de habeas corpus, sendo acompanhado pelos ministros Felix Fischer, Laurita Vaz e Arnaldo Esteves Lima. Ficou vencido o ministro Jorge Mussi, que concedia a ordem.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ
O crime ocorreu na manhã de 5 de maio de 2007, em Belém (PA). Serra Júnior estava em seu carro com a ex-namorada, estacionado nas proximidades da Universidade Estadual do Pará. Inconformado com o término do relacionamento, o assassino teria discutido com Nirvana e acertado três tiros na vítima, atingindo-a na cabeça, tórax e abdômen.
Após o crime, o acusado teria fugido para uma chácara de familiares próxima da capital, Belém, onde foi preso horas depois. Ele era servidor do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). O assassinato teve ampla repercussão no estado e o próprio TJPA confirmou a condenação do funcionário pelo Tribunal do Júri.
Neste habeas corpus impetrado no STJ, a defesa do condenado alegou cerceamento de defesa porque os pedidos de instauração de incidente de sanidade mental não teriam sido levados em conta, além de ter sido dificultada a apresentação de alegações finais “no momento oportuno”. O advogado pedia a concessão da liminar para declarar nula a sentença de pronúncia e a decisão que indeferiu o pedido de abertura de incidente de sanidade mental (exame pericial para constatar possíveis problemas mentais no acusado).
De acordo com as informações processuais, ao indeferir o pedido para avaliar a sanidade mental do acusado, o juiz de primeiro grau assinalou: “O réu confesso é funcionário do Tribunal de Justiça do estado e, segundo consta, teria sido admitido recentemente, portanto, foi avaliado física e mentalmente para assumir o cargo, não se tendo notícias que tenha sido constatada qualquer enfermidade mental. Também não se tem notícia de que o réu tenha sido assistido pelo corpo médico do Tribunal após a sua admissão. Segundo testemunho da ex-mulher, com quem o réu conviveu por 10 anos, Serra Júnior nunca foi violento e nem demonstrou qualquer anomalia psíquica. Do mesmo modo afirmou o amigo de longa data que confirmou nunca ter notado qualquer tipo de alteração comportamental no réu”.
Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do habeas corpus, não existe falha no entendimento de primeiro grau. “Não há qualquer nulidade pelo indeferimento devidamente justificado do pedido de instauração de incidente de sanidade mental, requerido já na fase das alegações finais, e sem suporte em elementos concretos que indicassem que, ao tempo do crime, o paciente tivesse comprometida sua capacidade de autodeterminação”.
O ministro explicou que o exame, previsto no artigo 149 do Código de Processo Penal é imprescindível apenas quando houver dúvida acerca da saúde mental do acusado, isto é, “indícios plausíveis de que o agente, no tempo dos fatos, era incapaz de entender o caráter ilícito de sua conduta. No caso, o Juiz que presidiu o feito não detectou nenhuma anormalidade no interrogatório do acusado, ou mesmo durante a instrução processual, a fim de justificar a instauração de incidente de insanidade mental, sendo certo que somente na fase de alegações finais, a defesa alegou ser o paciente portador de doença capaz de interferir no seu estado psíquico (epilepsia)”.
Napoleão Maia Filho não acolheu o pedido de habeas corpus, sendo acompanhado pelos ministros Felix Fischer, Laurita Vaz e Arnaldo Esteves Lima. Ficou vencido o ministro Jorge Mussi, que concedia a ordem.
Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ
LEI PROÍBE AGENTES HOMENS EM PRESÍDIOS FEMININOS
Em menos de seis meses, todas as penitenciárias femininas do país deverão contar apenas com agentes do sexo feminino na segurança de suas dependências internas. Isso é o que determina a Lei 12.121/09, sancionada no dia 16 de dezembro pela presidência da República. A informação é da Agência Câmara.
A nova norma, originada do Projeto de Lei do deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF), altera a Lei de Execução Penal (7.210/84), determinando a exclusão dos agentes masculinos dos presídios femininos e dando prazo de 180 dias para que a regra seja cumprida. Alberto Fraga afirmou que, em visitas a penitenciárias, foram percebidas as más condições com que detentas eram tratadas e os constrangimentos que a presença dos agentes homens causavam. “Essa segurança precisa ser feita por mulheres que conhecem bem as necessidades de outras mulheres, não só para evitar os constrangimentos sofridos pelas presas, mas também por outras mulheres visitantes”, ressalta.
Ele acrescenta que existem também muitas denúncias de maus tratos que teriam sido cometidos por agentes do sexo masculino, inclusive de abuso sexual. Esses atos que motivam denúncias acabam gerando também embaraços para as próprias administrações dos presídios e autoridades da área de segurança pública. “Ficava muito difícil manter a ordem nesses lugares. As mulheres têm mesmo que conviver com mulheres”, afirma.
O autor concordou com a modificação feita no texto original do projeto pelo relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA). Pelo projeto, haveria a possibilidade de contratação de agentes homens, temporariamente e em caráter excepcional. Dino, no entanto, retirou essa possibilidade. "A proposta não deve contemplar exceções em relação ao gênero dos agentes. Considerando a realidade dos estabelecimentos penais, há grande chance de a exceção vir a tornar-se a regra", argumentou Dino.
Fraga explica que essa possibilidade de contratação temporária havia entrado no projeto como uma concessão. “Se conseguiram transformá-lo em lei sem necessidade dessas exceções, melhor ainda. A proposta na verdade foi melhorada”, afirma.
O projeto tramitou na Câmara entre 2002 e 2007 e foi aprovada pelo Senado no último dia 1º de dezembro. A proposta não prevê punição para as administrações de penitenciárias que não se adequarem no prazo estabelecido, mas o deputado licenciado não considera isso problemático. “Quando há boa vontade, quando existe vontade política, essas coisas se resolvem em bem menos tempo que isso”, diz.
Revista Consultor Jurídico
A nova norma, originada do Projeto de Lei do deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF), altera a Lei de Execução Penal (7.210/84), determinando a exclusão dos agentes masculinos dos presídios femininos e dando prazo de 180 dias para que a regra seja cumprida. Alberto Fraga afirmou que, em visitas a penitenciárias, foram percebidas as más condições com que detentas eram tratadas e os constrangimentos que a presença dos agentes homens causavam. “Essa segurança precisa ser feita por mulheres que conhecem bem as necessidades de outras mulheres, não só para evitar os constrangimentos sofridos pelas presas, mas também por outras mulheres visitantes”, ressalta.
Ele acrescenta que existem também muitas denúncias de maus tratos que teriam sido cometidos por agentes do sexo masculino, inclusive de abuso sexual. Esses atos que motivam denúncias acabam gerando também embaraços para as próprias administrações dos presídios e autoridades da área de segurança pública. “Ficava muito difícil manter a ordem nesses lugares. As mulheres têm mesmo que conviver com mulheres”, afirma.
O autor concordou com a modificação feita no texto original do projeto pelo relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA). Pelo projeto, haveria a possibilidade de contratação de agentes homens, temporariamente e em caráter excepcional. Dino, no entanto, retirou essa possibilidade. "A proposta não deve contemplar exceções em relação ao gênero dos agentes. Considerando a realidade dos estabelecimentos penais, há grande chance de a exceção vir a tornar-se a regra", argumentou Dino.
Fraga explica que essa possibilidade de contratação temporária havia entrado no projeto como uma concessão. “Se conseguiram transformá-lo em lei sem necessidade dessas exceções, melhor ainda. A proposta na verdade foi melhorada”, afirma.
O projeto tramitou na Câmara entre 2002 e 2007 e foi aprovada pelo Senado no último dia 1º de dezembro. A proposta não prevê punição para as administrações de penitenciárias que não se adequarem no prazo estabelecido, mas o deputado licenciado não considera isso problemático. “Quando há boa vontade, quando existe vontade política, essas coisas se resolvem em bem menos tempo que isso”, diz.
Revista Consultor Jurídico
TJ PAULISTA DESCOBRE 4,8 MIL SERVIDORES RECEBENDO SEM TRABALHAR
Por Fernando Porfírio
O Tribunal de Justiça de São Paulo descobriu há dois meses que 4,8 mil servidores estavam recebendo vencimentos sem trabalhar. O expediente usado para burlar a burocracia da corte eram licenças médicas irregulares. O número de fraudadores representa mais de 10% dos funcionários em atividade na Justiça Estadual, que hoje conta com cerca de 44 mil servidores.
A fraude foi descoberta pela Coordenação de Saúde da corte paulista. O que despertou a atenção dos desembargadores e técnicos foi o número crescente de pedidos de licença médica e o tempo de prorrogação da maioria delas. Em alguns casos, o prazo já tinha chegado a cinco anos de afastamento do servidor. Depois de cruzar informações com a Secretária Estadual da Saúde, o tribunal descobriu o volume de licenças. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4/1), durante a posse do novo presidente do TJ paulista, desembargador Vianna Santos.
Havia até casos de servidores que foram descobertos morando e trabalhando no exterior — um em Miami (EUA) e outro em Madri (Espanha) — sendo pagos pelo erário paulista. Em um outro desvio, uma servidora que gozava de licença saúde foi pega trabalhando em um hospital. Outra funcionária teria usado como expediente assediar sexualmente o médico da seção de perícia estadual para ele manter seu afastamento por problemas de saúde.
“Fiquei surpreso com a descoberta”, afirmou o desembargador Vallim Bellocchi, que passou o cargo de presidente para Viana Santos. Em seu discurso de despedida, Bellocchi revelou a fraude. “A situação criada deixou o Tribunal de Justiça em situação difícil perante a opinião pública, mas assim que tomamos conhecimento demos uma resposta imediata, submetendo esses servidores a perícia médica.”
A direção do tribunal informou que todos os afastamentos foram lastreados com atestados, mas diz não ter motivos para suspeitar dos médicos que os assinaram.
A Coordenação da Área Médica e Odontológica do TJ paulista chegou à fraude depois de cruzar informações com o Departamento de Perícias Médicas, da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com o desembargador Viana Santos, que coordena a área, os fraudadores foram afastados de suas funções até que se submetessem a novos exames. Segundo ele, até agora cerca de 2 mil servidores foram obrigados a voltar ao trabalho.
Quanto a punições, o atual presidente disse que os servidores estavam acobertados por laudo expedido por autoridade médica do estado. Agora, o Tribunal está fazendo um pente fino, por meio de perícia de seu próprio departamento médico. “Não olho para o retrovisor, só para o pára-brisa”, disse Viana Santos em entrevista depois da solenidade de posse. “Não pretendo fazer auditoria, nem caça às bruxas.”
Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2010
Nota da blogueira:
Ilícito, criminoso, também é o Departamento Médico do Estado forjar laudo para denegrir a imagem de um magistrado, declarando-o insano e, em consequência, "arrancando-o" de seu mister, sem uma perícia, uma consulta médica sequer a pedido dos membros da Cúpula dos Tribunais...
Zane (Roseane)
O Tribunal de Justiça de São Paulo descobriu há dois meses que 4,8 mil servidores estavam recebendo vencimentos sem trabalhar. O expediente usado para burlar a burocracia da corte eram licenças médicas irregulares. O número de fraudadores representa mais de 10% dos funcionários em atividade na Justiça Estadual, que hoje conta com cerca de 44 mil servidores.
A fraude foi descoberta pela Coordenação de Saúde da corte paulista. O que despertou a atenção dos desembargadores e técnicos foi o número crescente de pedidos de licença médica e o tempo de prorrogação da maioria delas. Em alguns casos, o prazo já tinha chegado a cinco anos de afastamento do servidor. Depois de cruzar informações com a Secretária Estadual da Saúde, o tribunal descobriu o volume de licenças. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (4/1), durante a posse do novo presidente do TJ paulista, desembargador Vianna Santos.
Havia até casos de servidores que foram descobertos morando e trabalhando no exterior — um em Miami (EUA) e outro em Madri (Espanha) — sendo pagos pelo erário paulista. Em um outro desvio, uma servidora que gozava de licença saúde foi pega trabalhando em um hospital. Outra funcionária teria usado como expediente assediar sexualmente o médico da seção de perícia estadual para ele manter seu afastamento por problemas de saúde.
“Fiquei surpreso com a descoberta”, afirmou o desembargador Vallim Bellocchi, que passou o cargo de presidente para Viana Santos. Em seu discurso de despedida, Bellocchi revelou a fraude. “A situação criada deixou o Tribunal de Justiça em situação difícil perante a opinião pública, mas assim que tomamos conhecimento demos uma resposta imediata, submetendo esses servidores a perícia médica.”
A direção do tribunal informou que todos os afastamentos foram lastreados com atestados, mas diz não ter motivos para suspeitar dos médicos que os assinaram.
A Coordenação da Área Médica e Odontológica do TJ paulista chegou à fraude depois de cruzar informações com o Departamento de Perícias Médicas, da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com o desembargador Viana Santos, que coordena a área, os fraudadores foram afastados de suas funções até que se submetessem a novos exames. Segundo ele, até agora cerca de 2 mil servidores foram obrigados a voltar ao trabalho.
Quanto a punições, o atual presidente disse que os servidores estavam acobertados por laudo expedido por autoridade médica do estado. Agora, o Tribunal está fazendo um pente fino, por meio de perícia de seu próprio departamento médico. “Não olho para o retrovisor, só para o pára-brisa”, disse Viana Santos em entrevista depois da solenidade de posse. “Não pretendo fazer auditoria, nem caça às bruxas.”
Revista Consultor Jurídico, 4 de janeiro de 2010
Nota da blogueira:
Ilícito, criminoso, também é o Departamento Médico do Estado forjar laudo para denegrir a imagem de um magistrado, declarando-o insano e, em consequência, "arrancando-o" de seu mister, sem uma perícia, uma consulta médica sequer a pedido dos membros da Cúpula dos Tribunais...
Zane (Roseane)
REPÓRTER IRANIANO É CONDENADO À PRISÃO E CHIBATADAS POR CRITICAR PRESIDENTE
Um jornalista cujo nome foi construído sobre críticas ferrenhas ao governo e à economia do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, foi condenado nesta segunda-feira (4/1) a sete anos e quatro meses de prisão, além de 34 chibatadas. As informações são de agências internacionais.
Bahman Ahmadi Amoui, que trabalhava no jornal Sarmayeh, a mais famosa publicação sobre economia do Irã, e que havia sido fechada em novembro de 2009, está detido desde 20 de junho do ano passado.
"Ele foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão e a 34 chibatadas", anunciaram os sites Kaleme e Rahesabz, de oposição.
O jornalista foi preso, referem os sites, com outros 30 outros repórteres, depois dos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad em 12 de junho de 2009, a quem a oposição acusa de fraude.
Na semana passada as forças de segurança iranianas já haviam detido vários jornalistas pró-reformas. Segundo o site Jaras, administrado pela oposição, policiais detiveram na quarta-feira passada Mohamad Reza Tajik, membro da plataforma eleitoral de Moussavi e ex-vice-presidente do escritório de estudos estratégicos da presidência durante o mandato de Mohamad Khatami (1997-2005).
O site informou também da detenção do jornalista Ruzbeh Karimi e de sua esposa, a advogada Forugh Mirzai, ambos ativistas de direitos humanos. Outro jornal da oposição, o Etemad informou sobre a detenção de uma de suas jornalistas, Mahsa Hekmat, detida na sexta-feira passada junto com seu pai, Ali Hekmat.
Além disso, foram detidos no sábado Parisa Kakai e Mehrdad Rahimi, membros do comitê dos informadores dos direitos humanos.
(fonte: CONJUR)
Bahman Ahmadi Amoui, que trabalhava no jornal Sarmayeh, a mais famosa publicação sobre economia do Irã, e que havia sido fechada em novembro de 2009, está detido desde 20 de junho do ano passado.
"Ele foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão e a 34 chibatadas", anunciaram os sites Kaleme e Rahesabz, de oposição.
O jornalista foi preso, referem os sites, com outros 30 outros repórteres, depois dos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad em 12 de junho de 2009, a quem a oposição acusa de fraude.
Na semana passada as forças de segurança iranianas já haviam detido vários jornalistas pró-reformas. Segundo o site Jaras, administrado pela oposição, policiais detiveram na quarta-feira passada Mohamad Reza Tajik, membro da plataforma eleitoral de Moussavi e ex-vice-presidente do escritório de estudos estratégicos da presidência durante o mandato de Mohamad Khatami (1997-2005).
O site informou também da detenção do jornalista Ruzbeh Karimi e de sua esposa, a advogada Forugh Mirzai, ambos ativistas de direitos humanos. Outro jornal da oposição, o Etemad informou sobre a detenção de uma de suas jornalistas, Mahsa Hekmat, detida na sexta-feira passada junto com seu pai, Ali Hekmat.
Além disso, foram detidos no sábado Parisa Kakai e Mehrdad Rahimi, membros do comitê dos informadores dos direitos humanos.
(fonte: CONJUR)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
ORAÇÃO DO SOLDADO
01 Janeiro 2010
Senhor, saio de casa para o serviço, Fazei com que volte são e salvo enquanto protejo outras famílias,
Por favor, proteja a minha. Não deixe que uma bala traiçoeira me atinja,
Nem que eu seja instrumento para injustiças.
Faça que minha presença irradie segurança e bem estar, Jamais medo ou desconfiança.
Nos momentos difíceis e diante da morte, Não deixe que eu caia em desespero. Sou humano. Mortal As vezes fraco! Mas...Faça-me parecer sobre humano, imortal, forte.
Afim de expirar confiança, esperança e força aos desamparados. Quando dos meus erros, fique do meu lado. Por todos os demais, por mais pecadores que sejam, estarão contra. Daí- me força e sabedoria para auxiliar os desamparados e Fé para não desistir diante de uma vida que se acaba. Auxilia-me a ser criança para as crianças.
Pai, para os desprotegidos e adulto para os necessitados. Que o vigor de minhas ações seja sempre em proteção á paz,
A vida, aos fracos, aos oprimidos e aos humilhados. Que eu saiba ver a beleza do coração e não da face, da cor, Da raça, da religião ou da condição social.
Que ao menos esclarecidos, compreendam minhas limitações e A complexidade do meu trabalho. Senhor! Abençoai e protegei os PM
Obrigado senhor, pelo retomo ao seio de minha família!
"Amem"
www.papodepm.com
blog policial
Senhor, saio de casa para o serviço, Fazei com que volte são e salvo enquanto protejo outras famílias,
Por favor, proteja a minha. Não deixe que uma bala traiçoeira me atinja,
Nem que eu seja instrumento para injustiças.
Faça que minha presença irradie segurança e bem estar, Jamais medo ou desconfiança.
Nos momentos difíceis e diante da morte, Não deixe que eu caia em desespero. Sou humano. Mortal As vezes fraco! Mas...Faça-me parecer sobre humano, imortal, forte.
Afim de expirar confiança, esperança e força aos desamparados. Quando dos meus erros, fique do meu lado. Por todos os demais, por mais pecadores que sejam, estarão contra. Daí- me força e sabedoria para auxiliar os desamparados e Fé para não desistir diante de uma vida que se acaba. Auxilia-me a ser criança para as crianças.
Pai, para os desprotegidos e adulto para os necessitados. Que o vigor de minhas ações seja sempre em proteção á paz,
A vida, aos fracos, aos oprimidos e aos humilhados. Que eu saiba ver a beleza do coração e não da face, da cor, Da raça, da religião ou da condição social.
Que ao menos esclarecidos, compreendam minhas limitações e A complexidade do meu trabalho. Senhor! Abençoai e protegei os PM
Obrigado senhor, pelo retomo ao seio de minha família!
"Amem"
www.papodepm.com
blog policial
EUA APLICAM MEDIDAS ESPECIAIS PARA VIAJANTES DE 14 PAÍSES
Nesta segunda-feira, os aeroportos dos Estados Unidos começarão a aplicar novas medidas de segurança que incluirão controles aleatórios para todos os viajantes e revistas obrigatórias para todos aqueles oriundos de 14 países que seriam ligados ao terrorismo.
Por enquanto, o Governo americano não deu os nomes dos países cujos cidadãos serão submetidos a este controle, mas já indicou que afetará os que figuram na lista do Departamento de Estado como incentivadores do terrorismo, como é o caso Cuba, Irã, Sudão e Síria.
Segundo a imprensa local, também entrarão na lista Afeganistão, Argélia, Iraque, Líbano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália e Iêmen.
No caso do Iêmen, todo viajante procedente do país ou qualquer cidadão iemenita será obrigatoriamente revistado. O responsável pelo ataque terrorista frustrado ao voo da Northwest Airlines no último dia 25, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, confessou que recebeu no Iêmen seus explosivos e o treinamento necessário para usá-los.
Segundo a imprensa americana, as medidas que entram em vigor hoje são mais um passo do governo do país para evitar a repetição de incidentes como o do último dia de Natal.
No domingo, a Agência de Segurança no Transporte (TSA, na sigla em inglês) comunicou às companhias aéreas as mudanças que vão ser aplicadas a partir desta segunda-feira.
A agência dá especial ênfase ao fato de que viajantes que venham ou sejam cidadãos de um determinado grupo de nações nas quais há algum tipo atividade terrorista "serão revistados de corpo inteiro, e sua bagagem será inspecionada fisicamente".
A intensificação das medidas de segurança levou hoje ao fechamento de um das terminais do aeroporto de Newark, um dos três que atendem a área metropolitana de Nova York.
O terminal C deste aeroporto foi fechado por causa de um passageiro que não passou pelo controle de rotina e que pegou o caminho dos que já tinham sido revistados.
Por enquanto, o viajante que provocou o incidente não foi localizado.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4185188-EI8141,00-EUA+aplicam+medidas+especiais+para+viajantes+de+paises.html
Por enquanto, o Governo americano não deu os nomes dos países cujos cidadãos serão submetidos a este controle, mas já indicou que afetará os que figuram na lista do Departamento de Estado como incentivadores do terrorismo, como é o caso Cuba, Irã, Sudão e Síria.
Segundo a imprensa local, também entrarão na lista Afeganistão, Argélia, Iraque, Líbano, Líbia, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Somália e Iêmen.
No caso do Iêmen, todo viajante procedente do país ou qualquer cidadão iemenita será obrigatoriamente revistado. O responsável pelo ataque terrorista frustrado ao voo da Northwest Airlines no último dia 25, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, confessou que recebeu no Iêmen seus explosivos e o treinamento necessário para usá-los.
Segundo a imprensa americana, as medidas que entram em vigor hoje são mais um passo do governo do país para evitar a repetição de incidentes como o do último dia de Natal.
No domingo, a Agência de Segurança no Transporte (TSA, na sigla em inglês) comunicou às companhias aéreas as mudanças que vão ser aplicadas a partir desta segunda-feira.
A agência dá especial ênfase ao fato de que viajantes que venham ou sejam cidadãos de um determinado grupo de nações nas quais há algum tipo atividade terrorista "serão revistados de corpo inteiro, e sua bagagem será inspecionada fisicamente".
A intensificação das medidas de segurança levou hoje ao fechamento de um das terminais do aeroporto de Newark, um dos três que atendem a área metropolitana de Nova York.
O terminal C deste aeroporto foi fechado por causa de um passageiro que não passou pelo controle de rotina e que pegou o caminho dos que já tinham sido revistados.
Por enquanto, o viajante que provocou o incidente não foi localizado.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4185188-EI8141,00-EUA+aplicam+medidas+especiais+para+viajantes+de+paises.html
domingo, 3 de janeiro de 2010
MINISTRO DO STF, JOAQUIM BARBOSA, DIZ QUE JUÍZES TÊM RESPONSABILIDADE PELO AUMENTO DA CORRUPÇÃO
'O Judiciário teria de ser reinventado'
O Globo/RJ
03 de janeiro de 2010
Ministro do STF diz que juízes têm responsabilidade pelo aumento da corrupção
ENTREVISTA
Joaquim Barbosa
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), há dois anos ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula. Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro. Em entrevista ao GLOBO, Joaquim não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Mas deixou clara sua descrença na política e sua dificuldade para escolher bons candidatos quando vai votar. E o ministro, de 55 anos, não poupou nem os tribunais: "O Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país".
Carolina Brígido
O GLOBO: Por que aparecem a cada dia mais escândalos envolvendo políticos? A corrupção aumentou ou as investigações estão mais eficientes? JOAQUIM BARBOSA: Há sim mais investigação, mais transparência na revelação dos atos de corrupção.
Hoje é muito difícil que atos de corrupção permaneçam escondidos.
O senhor é descrente da política? JOAQUIM: Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada.
As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.
A quais instituições o senhor se se refere? JOAQUIM: Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário.
A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões.
Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.
Qual a opinião do senhor sobre os movimentos sociais no Brasil? JOAQUIM: Temos um problema cultural sério: a passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção. Há tendência a carnavalizar e banalizar práticas que deveriam provocar reação furiosa na população.
Infelizmente, no Brasil, às vezes, assistimos à trivialização dessas práticas através de brincadeiras, chacotas, piadas. Tudo isso vem confortar a situação dos corruptos. Basta comparar a reação da sociedade brasileira em relação a certas práticas políticas com a reação em outros países da America Latina. É muito diferente.
Como deviam protestar? JOAQUIM: Elas deviam externar mais sua indignação.
É comum vermos protestos de estudantes diante de escândalos.
O papel dos estudantes é muito importante. Mas, paradoxalmente, quando essa indignação vem apenas de estudantes, há uma tendência generalizada de minimizar a importância dessas manifestações.
A elite pensante do país deveria se engajar mais?
JOAQUIM: Sim. Ela deveria abandonar a clivagem ideológica e partidária que guia suas manifestações.
O próximo ano é de eleições. Que conselho daria ao eleitor?
JOAQUIM: Que pense bem, que examine o currículo, o passado, as ações das pessoas em quem vão votar.
Quando o senhor vota, sente dificuldade de escolher candidatos?
JOAQUIM: Em alguns casos, tenho dificuldade. Sou eleitor no Rio de Janeiro.
Para deputado federal, não tenho dificuldade, voto há muito tempo no mesmo candidato. Para governador, para prefeito, me sinto às vezes numa saia justa. O leque dos candidatos que se apresenta não preenche os requisitos necessários, na minha opinião. Não raro isso me acontece. Não falo sobre a eleição do ano que vem, porque ainda não conheço os candidatos.
O Globo/RJ
03 de janeiro de 2010
Ministro do STF diz que juízes têm responsabilidade pelo aumento da corrupção
ENTREVISTA
Joaquim Barbosa
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), há dois anos ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula. Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro. Em entrevista ao GLOBO, Joaquim não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Mas deixou clara sua descrença na política e sua dificuldade para escolher bons candidatos quando vai votar. E o ministro, de 55 anos, não poupou nem os tribunais: "O Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país".
Carolina Brígido
O GLOBO: Por que aparecem a cada dia mais escândalos envolvendo políticos? A corrupção aumentou ou as investigações estão mais eficientes? JOAQUIM BARBOSA: Há sim mais investigação, mais transparência na revelação dos atos de corrupção.
Hoje é muito difícil que atos de corrupção permaneçam escondidos.
O senhor é descrente da política? JOAQUIM: Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada.
As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.
A quais instituições o senhor se se refere? JOAQUIM: Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário.
A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões.
Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.
Qual a opinião do senhor sobre os movimentos sociais no Brasil? JOAQUIM: Temos um problema cultural sério: a passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção. Há tendência a carnavalizar e banalizar práticas que deveriam provocar reação furiosa na população.
Infelizmente, no Brasil, às vezes, assistimos à trivialização dessas práticas através de brincadeiras, chacotas, piadas. Tudo isso vem confortar a situação dos corruptos. Basta comparar a reação da sociedade brasileira em relação a certas práticas políticas com a reação em outros países da America Latina. É muito diferente.
Como deviam protestar? JOAQUIM: Elas deviam externar mais sua indignação.
É comum vermos protestos de estudantes diante de escândalos.
O papel dos estudantes é muito importante. Mas, paradoxalmente, quando essa indignação vem apenas de estudantes, há uma tendência generalizada de minimizar a importância dessas manifestações.
A elite pensante do país deveria se engajar mais?
JOAQUIM: Sim. Ela deveria abandonar a clivagem ideológica e partidária que guia suas manifestações.
O próximo ano é de eleições. Que conselho daria ao eleitor?
JOAQUIM: Que pense bem, que examine o currículo, o passado, as ações das pessoas em quem vão votar.
Quando o senhor vota, sente dificuldade de escolher candidatos?
JOAQUIM: Em alguns casos, tenho dificuldade. Sou eleitor no Rio de Janeiro.
Para deputado federal, não tenho dificuldade, voto há muito tempo no mesmo candidato. Para governador, para prefeito, me sinto às vezes numa saia justa. O leque dos candidatos que se apresenta não preenche os requisitos necessários, na minha opinião. Não raro isso me acontece. Não falo sobre a eleição do ano que vem, porque ainda não conheço os candidatos.
CRISE MILITAR: SEU NOME É DILMA ROUSSEFF
( Reinaldo Azevedo - quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 )
Ainda que eu tivesse cometido algumas injustiças com Lula, coisa de que discordo, de uma certamente eu o teria poupado: jamais o considerei um idiota. Nunca! Até aponto a sua notável inteligência política, coisa que não deve ser confundida, obviamente, com cultura. O governo vive, a despeito das negativas, uma crise militar. Que é muito mais grave do que se nota à primeira vista. Ela foi originalmente pensada nas mentes travessas de Tarso Genro, ministro da Justiça, e Paulo Vanucchi, titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mas tomou consistência e corpo nos cérebros não menos temerários da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT à Presidência, e de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, hoje e cada vez mais o Rasputin deste rascunho de czarina que pretende suceder Lula.
O imbróglio não deixa de ser um ensaio geral do que pode ser um governo Dilma. Se vocês acham que a ópera, com o tenor Lula, tem lá seus flertes com o desastre, vocês ainda não sabem do que é capaz a soprano. A crise atual mistura temperamento macunaímico, sordidez e trapaça. Dilma, Franklin e Vanucchi, a turma da pesada que, no passado, optou pelo terrorismo e hoje ocupa posições no alto e no altíssimo escalões da República resolveu dar um beiço nos três comandantes militares. O tiro, tudo indica, saiu pela culatra. E sobrou uma lição aos soldados. Vamos devagar.
Tratemos um pouco do que vocês certamente já sabem e um tanto do que talvez não saibam. Na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos publicou um decreto, devidamente assinado pelo presidente Lula. Entre outras providências, instituía uma tal Comissão Nacional da Verdade para investigar crimes contra os direitos humanos cometidos durante o regime militar.
Pois bem. A questão havia sido negociada com os comandos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.E olhem que estes senhores tinham ido bastante longe - e fica a lição: com essa gente, ceder um braço corresponde a ceder os dois, mais as duas pernas e também a cabeça. Os militares aceitaram a criação da tal comissão desde que o texto não restringisse a apuração de violações ao governo militar: também as organizações terroristas de esquerda teriam sua atuação devidamente deslindada.
É preciso dizer com clareza, não? Dilma Rousseff pertenceu a uma organização terrorista, homicida mesmo: a Vanguarda Popular Revolucionária. Franklin Martins também praticou terrorismo. O seu MR-8 seqüestrava e matava. Vanucchi foi da Ação Libertadora Nacional, o que significa dizer que era um servo do Manual da Guerrilha, de Carlos Marighella, um verdadeiro manual de… terrorismo, que pregava até ataques a hospitais e dizia por que os bravos militantes deviam matar os soldados.
Pois bem… Quiseram os fatos que estes três se juntassem, com o conhecimento de Tarso Genro, para redigir - alguém redigiu a estrovenga; falo de aliança política -, aquele decreto. E o combinado com os militares não foi cumprido: além de especificar que a Comissão da Verdade investigaria apenas um lado da batalha, há propostas singelas como estas:
- determina que as leis aprovadas entre 1964 e 1985 sejam simplesmente revogadas caso se considere que elas atentam contra a tal “verdade”;
- determina que os logradouros públicos e monumentos que tenham sido batizados com nome de pessoas ligada ao “regime” sejam rebatizados.
Vocês entenderam direito: Lula assinou um decreto que não só dá um pé no traseiro do alto comando como, ainda, anuncia, na prática, a EXTINÇÃO DA LEI DA ANISTIA - para um dos lados, é óbvio. É isto: eles tentaram rever a tal lei. Viram que isso não é possível. Decidiram, então, dar uma de Daniel Ortega, que mandou suprimir trechos da Constituição de que ele não gosta.
LULA SABIA
Já disse: não tomo Lula por idiota - porque só um idiota não saberia. Mas admito: muita coisa tem as digitais do presidente sem que ele tenha a menor idéia do que vai lá. Isso é possível, sim. É por isso que existe uma CASA CIVIL. Não há - NOTEM BEM: NÃO HÁ - decreto presidencial que não tenha a chancela desse ministério. É uma de suas funções - a rigor, é uma de suas principais tarefas.
Logo, funcionalmente, a responsável pelo texto é Dilma Rousseff. Que já se manifestou a favor da revisão da Lei da Anistia, ainda que dê outro nome ao que quer fazer. A questão é saber se Lula se comportou como um cretino ou como um irresponsável: se assinou algo dessa gravidade na inocência, sem ter sido advertido pela Casa Civil, então foi feito de bobo e tem de demitir Dilma. Se, como imagino, sabia muito bem o que ia lá e decidiu testar a elasticidade ou complacência dos militares, agiu como um irresponsável.
Demissão
Trapaceados, os três comandantes militares decidiram pedir demissão. Os generais de quatro estrelas se reuniram para tratar de um assunto não ligado à profissão pela primeira vez em muitos anos. A tal Comissão da Verdade terá de redigir um projeto de lei para ser enviado ao Congresso dando forma e caráter à tal investigação. Lula tem quatro opções:
1 - deixa o texto como está e negocia com os militares um projeto de lei que contemple a investigação dos dois lados;
2 - muda o decreto e o devolve ao que havia sido negociado;
3 - simplesmente recua do texto na íntegra;
4 - a quarta opção é dizer o famoso “ninguém manda nimim” e deixar tudo como está. Pois é… Só que o “tudo como está” pode significar uma crise sem precedentes, grave mesmo, com possíveis atos de indisciplina.
“A Lei da Anistia é um conquista do povo brasileiro, é seu patrimônio. E de milhares de pessoas que lutaram pela democracia. Por isso, mudá-la, na forma como querem fazer alguns, ou extingui-la é um atentado contra a própria democracia. É constrangedor assistirmos a cenas como essa”, afirma o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional.
Terão os comandantes militares se esquecido do modo como operam as esquerdas, de sua vocação para o ato sorrateiro, para as ações solertes? Só isso pode explicar aquela primeira concordância com a tal Comissão da Verdade. Do conjunto da obra, resta, pois, essa lição. E também há uma outra: em matéria eleitoral e nessa política que precisa de voto, Dilma é uma teleguiada de Lula: sem ele, ela não existe. Mas Dilma é quem é. e também quem foi Com um simples decreto, que passou por sua mesa de ministra da Casa Civil, criou-se o mais grave incidente militar do governo Lula. O projeto é tê-la agora na Presidência. Vimos como agem com quem tem armas. Dá para imaginar do que são capazes com quem não tem.
Encerro
O nome da comissão - “da Verdade” - só pode ser coisa de algum piadista infiltrado no grupo. Como não pensar imediatamente em 1984, de George Orwell. Essa gente tem um perfil totalitário de manual; são stalinistas do calcanhar rachado. Querem até rever o batismo de logradouros públicos, num daqueles atos típicos de reescritura da história.
Eis um país com Dilma Rousseff no topo. E com Franklin Martins no topo do topo.
Ainda que eu tivesse cometido algumas injustiças com Lula, coisa de que discordo, de uma certamente eu o teria poupado: jamais o considerei um idiota. Nunca! Até aponto a sua notável inteligência política, coisa que não deve ser confundida, obviamente, com cultura. O governo vive, a despeito das negativas, uma crise militar. Que é muito mais grave do que se nota à primeira vista. Ela foi originalmente pensada nas mentes travessas de Tarso Genro, ministro da Justiça, e Paulo Vanucchi, titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mas tomou consistência e corpo nos cérebros não menos temerários da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT à Presidência, e de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, hoje e cada vez mais o Rasputin deste rascunho de czarina que pretende suceder Lula.
O imbróglio não deixa de ser um ensaio geral do que pode ser um governo Dilma. Se vocês acham que a ópera, com o tenor Lula, tem lá seus flertes com o desastre, vocês ainda não sabem do que é capaz a soprano. A crise atual mistura temperamento macunaímico, sordidez e trapaça. Dilma, Franklin e Vanucchi, a turma da pesada que, no passado, optou pelo terrorismo e hoje ocupa posições no alto e no altíssimo escalões da República resolveu dar um beiço nos três comandantes militares. O tiro, tudo indica, saiu pela culatra. E sobrou uma lição aos soldados. Vamos devagar.
Tratemos um pouco do que vocês certamente já sabem e um tanto do que talvez não saibam. Na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos publicou um decreto, devidamente assinado pelo presidente Lula. Entre outras providências, instituía uma tal Comissão Nacional da Verdade para investigar crimes contra os direitos humanos cometidos durante o regime militar.
Pois bem. A questão havia sido negociada com os comandos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.E olhem que estes senhores tinham ido bastante longe - e fica a lição: com essa gente, ceder um braço corresponde a ceder os dois, mais as duas pernas e também a cabeça. Os militares aceitaram a criação da tal comissão desde que o texto não restringisse a apuração de violações ao governo militar: também as organizações terroristas de esquerda teriam sua atuação devidamente deslindada.
É preciso dizer com clareza, não? Dilma Rousseff pertenceu a uma organização terrorista, homicida mesmo: a Vanguarda Popular Revolucionária. Franklin Martins também praticou terrorismo. O seu MR-8 seqüestrava e matava. Vanucchi foi da Ação Libertadora Nacional, o que significa dizer que era um servo do Manual da Guerrilha, de Carlos Marighella, um verdadeiro manual de… terrorismo, que pregava até ataques a hospitais e dizia por que os bravos militantes deviam matar os soldados.
Pois bem… Quiseram os fatos que estes três se juntassem, com o conhecimento de Tarso Genro, para redigir - alguém redigiu a estrovenga; falo de aliança política -, aquele decreto. E o combinado com os militares não foi cumprido: além de especificar que a Comissão da Verdade investigaria apenas um lado da batalha, há propostas singelas como estas:
- determina que as leis aprovadas entre 1964 e 1985 sejam simplesmente revogadas caso se considere que elas atentam contra a tal “verdade”;
- determina que os logradouros públicos e monumentos que tenham sido batizados com nome de pessoas ligada ao “regime” sejam rebatizados.
Vocês entenderam direito: Lula assinou um decreto que não só dá um pé no traseiro do alto comando como, ainda, anuncia, na prática, a EXTINÇÃO DA LEI DA ANISTIA - para um dos lados, é óbvio. É isto: eles tentaram rever a tal lei. Viram que isso não é possível. Decidiram, então, dar uma de Daniel Ortega, que mandou suprimir trechos da Constituição de que ele não gosta.
LULA SABIA
Já disse: não tomo Lula por idiota - porque só um idiota não saberia. Mas admito: muita coisa tem as digitais do presidente sem que ele tenha a menor idéia do que vai lá. Isso é possível, sim. É por isso que existe uma CASA CIVIL. Não há - NOTEM BEM: NÃO HÁ - decreto presidencial que não tenha a chancela desse ministério. É uma de suas funções - a rigor, é uma de suas principais tarefas.
Logo, funcionalmente, a responsável pelo texto é Dilma Rousseff. Que já se manifestou a favor da revisão da Lei da Anistia, ainda que dê outro nome ao que quer fazer. A questão é saber se Lula se comportou como um cretino ou como um irresponsável: se assinou algo dessa gravidade na inocência, sem ter sido advertido pela Casa Civil, então foi feito de bobo e tem de demitir Dilma. Se, como imagino, sabia muito bem o que ia lá e decidiu testar a elasticidade ou complacência dos militares, agiu como um irresponsável.
Demissão
Trapaceados, os três comandantes militares decidiram pedir demissão. Os generais de quatro estrelas se reuniram para tratar de um assunto não ligado à profissão pela primeira vez em muitos anos. A tal Comissão da Verdade terá de redigir um projeto de lei para ser enviado ao Congresso dando forma e caráter à tal investigação. Lula tem quatro opções:
1 - deixa o texto como está e negocia com os militares um projeto de lei que contemple a investigação dos dois lados;
2 - muda o decreto e o devolve ao que havia sido negociado;
3 - simplesmente recua do texto na íntegra;
4 - a quarta opção é dizer o famoso “ninguém manda nimim” e deixar tudo como está. Pois é… Só que o “tudo como está” pode significar uma crise sem precedentes, grave mesmo, com possíveis atos de indisciplina.
“A Lei da Anistia é um conquista do povo brasileiro, é seu patrimônio. E de milhares de pessoas que lutaram pela democracia. Por isso, mudá-la, na forma como querem fazer alguns, ou extingui-la é um atentado contra a própria democracia. É constrangedor assistirmos a cenas como essa”, afirma o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional.
Terão os comandantes militares se esquecido do modo como operam as esquerdas, de sua vocação para o ato sorrateiro, para as ações solertes? Só isso pode explicar aquela primeira concordância com a tal Comissão da Verdade. Do conjunto da obra, resta, pois, essa lição. E também há uma outra: em matéria eleitoral e nessa política que precisa de voto, Dilma é uma teleguiada de Lula: sem ele, ela não existe. Mas Dilma é quem é. e também quem foi Com um simples decreto, que passou por sua mesa de ministra da Casa Civil, criou-se o mais grave incidente militar do governo Lula. O projeto é tê-la agora na Presidência. Vimos como agem com quem tem armas. Dá para imaginar do que são capazes com quem não tem.
Encerro
O nome da comissão - “da Verdade” - só pode ser coisa de algum piadista infiltrado no grupo. Como não pensar imediatamente em 1984, de George Orwell. Essa gente tem um perfil totalitário de manual; são stalinistas do calcanhar rachado. Querem até rever o batismo de logradouros públicos, num daqueles atos típicos de reescritura da história.
Eis um país com Dilma Rousseff no topo. E com Franklin Martins no topo do topo.
A Volta Do Fantasma Do Terror nos EUA
Bruna Cavalcanti
Os EUA entram em 2010 apavorados com um fantasma que tentam exorcizar: o do terrorismo. E seus aeroportos, como o de Los Angeles (foto), estão em alerta. O fantasma da vez foi o nigeriano Umar Farouk (detalhe), que na sexta-feira 25 embarcou na Holanda em um Airbus da Northwest Airlines com 300 pessoas. O seu destino era Detroit e seu plano, o de explodir a aeronave. Foi contido no ar. Agora, como mais uma medida de segurança, assim que um avião entrar no espaço aéreo dos EUA a tripulação não informará a rota interna – não se eliminam todos os riscos, mas tenta-se proteger alvos-chave em terra.
http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/0
Os EUA entram em 2010 apavorados com um fantasma que tentam exorcizar: o do terrorismo. E seus aeroportos, como o de Los Angeles (foto), estão em alerta. O fantasma da vez foi o nigeriano Umar Farouk (detalhe), que na sexta-feira 25 embarcou na Holanda em um Airbus da Northwest Airlines com 300 pessoas. O seu destino era Detroit e seu plano, o de explodir a aeronave. Foi contido no ar. Agora, como mais uma medida de segurança, assim que um avião entrar no espaço aéreo dos EUA a tripulação não informará a rota interna – não se eliminam todos os riscos, mas tenta-se proteger alvos-chave em terra.
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O Homem De R$ 1 Bilhão - Poucos entendem como o ex-corretor de imóveis e hoje senador Gim Argello conseguiu ampliar seu patrimônio em 10 mil vezes em pouco mais de 25 anos
Sérgio Pardellas e Hugo Marques
Na primeira semana deste mês, o senador Gim Argello (PTB-DF) desembarcou na antessala da Presidência do Senado exibindo um indisfarçável sorriso no rosto. Diante dos olhares de expectativa de parlamentares do PMDB, entre os quais os senadores Renan Calheiros (AL) e Wellington Salgado (MG), Argello justificou tamanha felicidade: “Alcancei meu primeiro bilhão de reais”, disparou, para a surpresa dos colegas. Aos 47 anos, Argello personifica o milagre de Brasília. A capital federal não possui indústrias, grandes multinacionais nem de longe é o coração econômico do País. Mas é uma cidade onde as pessoas usam a proximidade com o poder como trampolim para o mundo dos grandes negócios. Esse é o caso do senador do PTB, que, depois do escândalo do mensalão do DEM, desponta entre os prováveis candidatos ao governo do Distrito Federal em 2010. À ISTOÉ, em entrevista rápida, Argello nega o que vem afirmando aos colegas senadores. Argello iniciou a carreira empresarial há 25 anos, como corretor de imóveis. Tinha um patrimônio que não chegava aos R$ 100 mil, ou seja, 10 mil vezes inferior ao que ele anda alardeando pelos corredores do Senado. Graças à bem-sucedida atividade de corretagem, ele conseguiu multiplicar seus bens por três em menos de uma década. Mas foi com a política que viu seu patrimônio crescer de forma meteórica. Desde que foi eleito deputado distrital pela primeira vez em 1998, Argello não parou de acumular bens. Em 2006, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral patrimônio que somava R$ 805.625,09. Mas só a sua casa de 872 metros quadrados, na Península dos Ministros, área mais nobre de Brasília, localizada próxima à residência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está avaliada em R$ 5 milhões. Segundo apurou ISTOÉ, o senador do PTB também é proprietário de rádios, jornais e uma franquia da Empresa dos Correios e Telégrafos Setor Comercial Sul (SCS). Dona de uma extensa carteira de clientes, a agência dos Correios, de acordo com especialistas do setor, ostenta um faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões, o mais alto entre as 27 franquias da ECT no Distrito Federal.
A maioria das empresas que Argello controla está registrada no nome de parentes e assessores. Desde 2007, por exemplo, há registros na Junta Comercial de sociedade de um de seus filhos, Jorge Affonso Argello Júnior, nas empresas Grid Pneus e Garantia Pneus e Serviços Automotivos. O capital integralizado da Grid é de R$ 1,6 milhão, e o da Garantia, de R$ 2,8 milhões. A Gris, segundo Argello, já teria sido vendida por Jorge Affonso. Em 2007, ele desembarcou no Senado timidamente, como suplente de Joaquim Roriz , que renunciou ao mandato. Em pouco tempo conquistou a confiança de Calheiros e Sarney. Num atestado de força política, o petebista emplacou o assessor técnico de seu gabinete parlamentar, Ivo Borges, numa das cinco diretorias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como líder da bancada do PTB, com sete votos decisivos para o governo no Senado, Argello também se aproximou da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem costuma chamar de “chefa”. A amizade com Dilma foi conquistada durante caminhadas matinais ao lado da ministra, que mora no mesmo bairro do senador. Argello orientou seu jardineiro a avisá-lo sempre que Dilma se preparava para caminhar. Quando ela despontava no horizonte, Argello começava sua sessão de alongamentos, que só terminava quando Dilma cruzava com ele.
O rápido enriquecimento de Argello também lhe rendeu pendências na Justiça. Ele responde a processo no STF por lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva. O processo tramita em segredo de Justiça, e não se conhece em detalhes o teor da acusação sobre operações financeiras que Argello não conseguiu identificar. O senador do PTB também foi acusado de envolvimento num esquema de mudança de destinação de lotes na Câmara Distrital. Pelo esquema, áreas rurais desvalorizadas são transformadas em áreas residenciais e áreas para restaurantes viram disputados lotes para postos de gasolina. Esse esquema também teria funcionado nos condomínios de Brasília, pendentes de legalização. A empresária Rosa Lia Fenelon revelou à ISTOÉ que Argello exigiu 100 terrenos em sua propriedade, o Condomínio Pousada das Andorinhas, para legalizar toda a área na Câmara Legislativa, à época em que era deputado distrital. “Tive de passar 100 lotes para pessoas indicadas por Argello. Fui extorquida”, acusa Rosa. Quando procurada por Argello, em 2001, Rosa estava vendendo os terrenos a R$ 30 mil cada um. Hoje, é impossível comprar um lote por menos de R$ 300 mil na região. Rosa afirma que todos os terrenos foram entregues a assessores e parentes do senador. “A gente não consegue legalizar nada em Brasília se não for através da corrupção”, lamenta, explicando que Argello foi pessoalmente à sua casa para cobrar o dízimo. O senador desmente as acusações e diz que nunca fez negócios com Rosa e nunca autorizou ninguém a falar em nome dele com a empresária. Sobre seu suposto patrimônio bilionário, desconversa. “Deus queira que isso um dia aconteça”.
http://www.istoe.com.br/reportagens/34602_O+HOMEM+DE+R+1+BILHAO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage
Na primeira semana deste mês, o senador Gim Argello (PTB-DF) desembarcou na antessala da Presidência do Senado exibindo um indisfarçável sorriso no rosto. Diante dos olhares de expectativa de parlamentares do PMDB, entre os quais os senadores Renan Calheiros (AL) e Wellington Salgado (MG), Argello justificou tamanha felicidade: “Alcancei meu primeiro bilhão de reais”, disparou, para a surpresa dos colegas. Aos 47 anos, Argello personifica o milagre de Brasília. A capital federal não possui indústrias, grandes multinacionais nem de longe é o coração econômico do País. Mas é uma cidade onde as pessoas usam a proximidade com o poder como trampolim para o mundo dos grandes negócios. Esse é o caso do senador do PTB, que, depois do escândalo do mensalão do DEM, desponta entre os prováveis candidatos ao governo do Distrito Federal em 2010. À ISTOÉ, em entrevista rápida, Argello nega o que vem afirmando aos colegas senadores. Argello iniciou a carreira empresarial há 25 anos, como corretor de imóveis. Tinha um patrimônio que não chegava aos R$ 100 mil, ou seja, 10 mil vezes inferior ao que ele anda alardeando pelos corredores do Senado. Graças à bem-sucedida atividade de corretagem, ele conseguiu multiplicar seus bens por três em menos de uma década. Mas foi com a política que viu seu patrimônio crescer de forma meteórica. Desde que foi eleito deputado distrital pela primeira vez em 1998, Argello não parou de acumular bens. Em 2006, o parlamentar declarou à Justiça Eleitoral patrimônio que somava R$ 805.625,09. Mas só a sua casa de 872 metros quadrados, na Península dos Ministros, área mais nobre de Brasília, localizada próxima à residência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está avaliada em R$ 5 milhões. Segundo apurou ISTOÉ, o senador do PTB também é proprietário de rádios, jornais e uma franquia da Empresa dos Correios e Telégrafos Setor Comercial Sul (SCS). Dona de uma extensa carteira de clientes, a agência dos Correios, de acordo com especialistas do setor, ostenta um faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões, o mais alto entre as 27 franquias da ECT no Distrito Federal.
A maioria das empresas que Argello controla está registrada no nome de parentes e assessores. Desde 2007, por exemplo, há registros na Junta Comercial de sociedade de um de seus filhos, Jorge Affonso Argello Júnior, nas empresas Grid Pneus e Garantia Pneus e Serviços Automotivos. O capital integralizado da Grid é de R$ 1,6 milhão, e o da Garantia, de R$ 2,8 milhões. A Gris, segundo Argello, já teria sido vendida por Jorge Affonso. Em 2007, ele desembarcou no Senado timidamente, como suplente de Joaquim Roriz , que renunciou ao mandato. Em pouco tempo conquistou a confiança de Calheiros e Sarney. Num atestado de força política, o petebista emplacou o assessor técnico de seu gabinete parlamentar, Ivo Borges, numa das cinco diretorias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Como líder da bancada do PTB, com sete votos decisivos para o governo no Senado, Argello também se aproximou da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a quem costuma chamar de “chefa”. A amizade com Dilma foi conquistada durante caminhadas matinais ao lado da ministra, que mora no mesmo bairro do senador. Argello orientou seu jardineiro a avisá-lo sempre que Dilma se preparava para caminhar. Quando ela despontava no horizonte, Argello começava sua sessão de alongamentos, que só terminava quando Dilma cruzava com ele.
O rápido enriquecimento de Argello também lhe rendeu pendências na Justiça. Ele responde a processo no STF por lavagem de dinheiro, crimes contra o patrimônio, apropriação indébita, ocultação de bens, peculato e corrupção passiva. O processo tramita em segredo de Justiça, e não se conhece em detalhes o teor da acusação sobre operações financeiras que Argello não conseguiu identificar. O senador do PTB também foi acusado de envolvimento num esquema de mudança de destinação de lotes na Câmara Distrital. Pelo esquema, áreas rurais desvalorizadas são transformadas em áreas residenciais e áreas para restaurantes viram disputados lotes para postos de gasolina. Esse esquema também teria funcionado nos condomínios de Brasília, pendentes de legalização. A empresária Rosa Lia Fenelon revelou à ISTOÉ que Argello exigiu 100 terrenos em sua propriedade, o Condomínio Pousada das Andorinhas, para legalizar toda a área na Câmara Legislativa, à época em que era deputado distrital. “Tive de passar 100 lotes para pessoas indicadas por Argello. Fui extorquida”, acusa Rosa. Quando procurada por Argello, em 2001, Rosa estava vendendo os terrenos a R$ 30 mil cada um. Hoje, é impossível comprar um lote por menos de R$ 300 mil na região. Rosa afirma que todos os terrenos foram entregues a assessores e parentes do senador. “A gente não consegue legalizar nada em Brasília se não for através da corrupção”, lamenta, explicando que Argello foi pessoalmente à sua casa para cobrar o dízimo. O senador desmente as acusações e diz que nunca fez negócios com Rosa e nunca autorizou ninguém a falar em nome dele com a empresária. Sobre seu suposto patrimônio bilionário, desconversa. “Deus queira que isso um dia aconteça”.
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sábado, 2 de janeiro de 2010
Crise militar força Lula a rever decreto que prevê a investigação dos atos praticados por agentes do Estado durante a ditadura e abre espaço para a Lei da Anistia...
Por Evandro Éboli - O Globo
Ministro da Defesa e generais pediram demissão em protesto contra programa de direitos humanos
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica entregaram carta de demissão presidente Lula, semana passada, irritados com o novo Programa de Direitos Humanos. Para contornar a crise, Lula prometeu rever o decreto assinado por ele e adiar o programa.
País - Decreto abre crise entre ministros
Lula prometOs militares ficaram irritados com o trecho do programa que prevê a investigação dos atos cometidos por agentes do Estado durante a ditadura e abre espaço para revisão da Lei de Anistia, que pode levar à condenação de oficiais daquela épocae rever Plano de Direitos Humanos após rebelião de comandantes militares
O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada criando Programa Nacional de Direitos Humanos provocou uma crise no governo e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os três comandantes militares a entregar uma carta de demissão ao presidente.
Texto completo
. Lula não aceitou o pedido de demissão, argumentou que não tinha conhecimento do completo teor do programa e prometeu rever a parte do decreto que gerou o descontentamento. Lula ainda prometeu adiar o envio ao Congresso do projeto que cria a comissão encarregada de fazer as investigações sobre abusos durante a ditadura.
Jobim reuniu-se com Lula na Base Aérea de Brasília na terça-feira passada, um dia após o presidente lançar o plano. No encontro, não apenas manifestou a insatisfação da caserna como entregou a carta de renúncia coletiva. Antes de reunir-se com Lula, Jobim esteve com os comandantes Enzo Peri (Exército) e Juniti Saito (Aeronáutica).
O comandante da Marinha, o almirante Júlio Moura Neto, não estava na cidade, mas apoiou a iniciativa. Com a garantia de Lula de que o texto seria alterado, Jobim, no dia seguinte, seguiu para o Rio, onde reuniu-se com o Alto Comando. O ministro transmitiu a promessa de Lula aos generais, que, assim como os três comandantes, ficaram satisfeitos com as explicações e deram o assunto como encerrado.
Duas diretrizes do programa irritaram profundamente os militares: a criação da Comissão Nacional da Verdade e a possibilidade da revisão da Lei de Anistia. A comissão, cuja criação depende de aprovação do Congresso Nacional, terá amplos poderes para investigar fatos ocorridos na ditadura e colaborar com a Justiça para auxiliar na apuração de supostos crimes. O projeto deverá ser encaminhado ao Congresso até abril de 2010, mas Lula prometeu aos militares suspender o envio da proposta.
Os militares também argumentaram que o texto trata com desigualdade os dois lados e não prevê qualquer punição ou apuração dos atos cometidos por guerrilheiros e ativistas políticos contra agentes do Estado.
Jungmann: episódio fortalece Nelson Jobim
No capítulo que trata do "Direito à memória e à verdade", o programa diz que o Brasil ainda processa com dificuldade o resgate sobre o que ocorreu com as vítimas da repressão. "A investigação do passado é fundamental para a construção da cidadania. Estudar o passado, resgatar sua verdade e trazer à tona seus acontecimentos caracterizam uma forma de transmissão de experiência histórica que é essencial para a constituição da memória individual e coletiva".
O documento lembra que tramita no STF uma ação que contesta a interpretação de que a Lei de Anistia não permite a punição de militares que atuaram na repressão. "A ação solicita um posicionamento formal para saber se, em 1979, houve ou não anistia dos agentes públicos responsáveis pela prática de tortura, homicídio, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, lesões corporais e estupro contra opositores políticos".
..............................................................................................................................................................
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2673&Itemid=34
Ministro da Defesa e generais pediram demissão em protesto contra programa de direitos humanos
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica entregaram carta de demissão presidente Lula, semana passada, irritados com o novo Programa de Direitos Humanos. Para contornar a crise, Lula prometeu rever o decreto assinado por ele e adiar o programa.
País - Decreto abre crise entre ministros
Lula prometOs militares ficaram irritados com o trecho do programa que prevê a investigação dos atos cometidos por agentes do Estado durante a ditadura e abre espaço para revisão da Lei de Anistia, que pode levar à condenação de oficiais daquela épocae rever Plano de Direitos Humanos após rebelião de comandantes militares
O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada criando Programa Nacional de Direitos Humanos provocou uma crise no governo e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os três comandantes militares a entregar uma carta de demissão ao presidente.
Texto completo
. Lula não aceitou o pedido de demissão, argumentou que não tinha conhecimento do completo teor do programa e prometeu rever a parte do decreto que gerou o descontentamento. Lula ainda prometeu adiar o envio ao Congresso do projeto que cria a comissão encarregada de fazer as investigações sobre abusos durante a ditadura.
Jobim reuniu-se com Lula na Base Aérea de Brasília na terça-feira passada, um dia após o presidente lançar o plano. No encontro, não apenas manifestou a insatisfação da caserna como entregou a carta de renúncia coletiva. Antes de reunir-se com Lula, Jobim esteve com os comandantes Enzo Peri (Exército) e Juniti Saito (Aeronáutica).
O comandante da Marinha, o almirante Júlio Moura Neto, não estava na cidade, mas apoiou a iniciativa. Com a garantia de Lula de que o texto seria alterado, Jobim, no dia seguinte, seguiu para o Rio, onde reuniu-se com o Alto Comando. O ministro transmitiu a promessa de Lula aos generais, que, assim como os três comandantes, ficaram satisfeitos com as explicações e deram o assunto como encerrado.
Duas diretrizes do programa irritaram profundamente os militares: a criação da Comissão Nacional da Verdade e a possibilidade da revisão da Lei de Anistia. A comissão, cuja criação depende de aprovação do Congresso Nacional, terá amplos poderes para investigar fatos ocorridos na ditadura e colaborar com a Justiça para auxiliar na apuração de supostos crimes. O projeto deverá ser encaminhado ao Congresso até abril de 2010, mas Lula prometeu aos militares suspender o envio da proposta.
Os militares também argumentaram que o texto trata com desigualdade os dois lados e não prevê qualquer punição ou apuração dos atos cometidos por guerrilheiros e ativistas políticos contra agentes do Estado.
Jungmann: episódio fortalece Nelson Jobim
No capítulo que trata do "Direito à memória e à verdade", o programa diz que o Brasil ainda processa com dificuldade o resgate sobre o que ocorreu com as vítimas da repressão. "A investigação do passado é fundamental para a construção da cidadania. Estudar o passado, resgatar sua verdade e trazer à tona seus acontecimentos caracterizam uma forma de transmissão de experiência histórica que é essencial para a constituição da memória individual e coletiva".
O documento lembra que tramita no STF uma ação que contesta a interpretação de que a Lei de Anistia não permite a punição de militares que atuaram na repressão. "A ação solicita um posicionamento formal para saber se, em 1979, houve ou não anistia dos agentes públicos responsáveis pela prática de tortura, homicídio, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, lesões corporais e estupro contra opositores políticos".
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http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2673&Itemid=34
EX-REFÉM PETER MOORE CHEGA À GRÃ-BRETANHA-AFP
LONDRES, Reino Unido, 1 Jan 2010 (AFP) - O britânico Peter Moore, sequestrado no Iraque em 2007, chegou nesta sexta-feira ao Reino Unido, dois dias depois de sua libertação após dois anos e meio de cativeiro, anunciou o ministério das Relações Exteriores.
Peter Moore, um especialista em informática de 36 anos libertado quarta-feira em Bagdá, desembarcou na base da Royal Air Force (RAF) de Brize Norton, no Oxfordshire, ao noroeste de Londres, informou um porta-voz da chancelaria britânica.
Ele chegou a bordo de um avião procedente da Jordânia que pousou às 17H12 locais (15H12 de Brasília).
Seu pai, Graeme Moore, se disse "encantado" com a volta do filho. "Quero lhe dar um abraço bem forte. Eu e meus amigos estamos ansiosos para vê-lo. É um imenso alívio saber que ele estará em casa em breve", declarou.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2010/01/01/ult34u229046.jhtm
Peter Moore, um especialista em informática de 36 anos libertado quarta-feira em Bagdá, desembarcou na base da Royal Air Force (RAF) de Brize Norton, no Oxfordshire, ao noroeste de Londres, informou um porta-voz da chancelaria britânica.
Ele chegou a bordo de um avião procedente da Jordânia que pousou às 17H12 locais (15H12 de Brasília).
Seu pai, Graeme Moore, se disse "encantado" com a volta do filho. "Quero lhe dar um abraço bem forte. Eu e meus amigos estamos ansiosos para vê-lo. É um imenso alívio saber que ele estará em casa em breve", declarou.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2010/01/01/ult34u229046.jhtm
INVASOR É BALEADO NA CASA DE CARTUNISTA DINAMARQUES-BBC BRASIL
A polícia dinamarquesa atirou e feriu um homem neste sábado na casa de Kurt Westergaard, o cartunista cujo desenho do profeta Maomé causou enormes protestos entre a comunidade muçulmana.
Westergaard estava em casa na cidade de Aarhus quando um homem invadiu o local, armado com uma faca.
Autoridades dinamarquesas disseram que o invasor é um somali de 28 anos ligado à milícia radical islâmica al-Shanab.
O homem teria gritado em inglês precário que queria matar Westergaard. O cartunista então pegou sua neta de cinco anos de idade e correu para um quarto especialmente designado para situações de emergência, onde acionou um alarme.
Westergaard disse ao jornal dinamarquês Jyllands Posten que estava chocado que sua neta presenciou o ataque. Ele foi levado para um local seguro, mas disse que voltará para casa, segundo o jornal.
O chefe do serviço de inteligência do país, Jakob Scharf, disse que o ataque foi "relacionado ao terror" e que o suspeito invasor já estava sob vigilância por atividades não relacionadas ao cartunista.
Ele foi baleado no joelho e no ombro após ameaçar os policiais que tentavam prendê-lo, mas não corre risco de morte, segundo a polícia.
Caricatura A caricatura de Maomé foi publicada pelo Jyllands Posten em 2005, gerando violentos protestos no ano seguinte.
Uma das 12 caricaturas da série mostra o profeta com uma bomba em seu turbante.
Em 2006, o jornal pediu desculpas pelos desenhos, mas outros veículos europeus republicaram a série.
Embaixadas dinamarquesas foram atacadas por muçulmanos em várias partes do mundo e dezenas de pessoas morreram em manifestações.
Westergaard chegou a se esconder em meio a ameaças contra sua vida, mas voltou a aparecer no ano passado dizendo que gostaria de levar uma vida o mais normal possível.
A segurança da casa dele foi reforçada e o cartunista está sob proteção policial.
O correspondente da BBC, Malcolm Brabant, que entrevistou Westergaard quando ele voltou a público, disse que o incidente levantará questões sobre as medidas de segurança do serviço secreto dinamarquês para proteger o cartunista.
Militantes islâmicos ofereceram uma recompensa de U$ 1 milhão pela cabeça de Westergaard.
http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/01/02/ult5022u4418.jhtm
Westergaard estava em casa na cidade de Aarhus quando um homem invadiu o local, armado com uma faca.
Autoridades dinamarquesas disseram que o invasor é um somali de 28 anos ligado à milícia radical islâmica al-Shanab.
O homem teria gritado em inglês precário que queria matar Westergaard. O cartunista então pegou sua neta de cinco anos de idade e correu para um quarto especialmente designado para situações de emergência, onde acionou um alarme.
Westergaard disse ao jornal dinamarquês Jyllands Posten que estava chocado que sua neta presenciou o ataque. Ele foi levado para um local seguro, mas disse que voltará para casa, segundo o jornal.
O chefe do serviço de inteligência do país, Jakob Scharf, disse que o ataque foi "relacionado ao terror" e que o suspeito invasor já estava sob vigilância por atividades não relacionadas ao cartunista.
Ele foi baleado no joelho e no ombro após ameaçar os policiais que tentavam prendê-lo, mas não corre risco de morte, segundo a polícia.
Caricatura A caricatura de Maomé foi publicada pelo Jyllands Posten em 2005, gerando violentos protestos no ano seguinte.
Uma das 12 caricaturas da série mostra o profeta com uma bomba em seu turbante.
Em 2006, o jornal pediu desculpas pelos desenhos, mas outros veículos europeus republicaram a série.
Embaixadas dinamarquesas foram atacadas por muçulmanos em várias partes do mundo e dezenas de pessoas morreram em manifestações.
Westergaard chegou a se esconder em meio a ameaças contra sua vida, mas voltou a aparecer no ano passado dizendo que gostaria de levar uma vida o mais normal possível.
A segurança da casa dele foi reforçada e o cartunista está sob proteção policial.
O correspondente da BBC, Malcolm Brabant, que entrevistou Westergaard quando ele voltou a público, disse que o incidente levantará questões sobre as medidas de segurança do serviço secreto dinamarquês para proteger o cartunista.
Militantes islâmicos ofereceram uma recompensa de U$ 1 milhão pela cabeça de Westergaard.
http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/01/02/ult5022u4418.jhtm
Congresso tem 594 políticos, mas paga 616
Além de arcar com salários de 513 deputados e 81 senadores, o Congresso Nacional gasta mais R$ 4,3 milhões por ano com os vencimentos de 22 parlamentares licenciados para ocupar cargos em secretarias municipais e estaduais, ministérios e prefeituras, informa a reportagem de Maria Clara Cabral (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, isso acontece porque o salário mensal de um senador ou deputado é de R$ 16,5 mil --valor mais alto do que a maioria dos salários no Executivo.
Quando voltam ao Congresso, os licenciados também têm direito ao benefício do auxílio do mandato. Na Câmara, o auxílio varia de R$ 23 mil a R$ 34,2 mil por mês, dependendo do Estado do parlamentar. Quem volta à Casa tem direito a benefício proporcional aos dias trabalhados como deputado.
É o que ocorre com Alberto Fraga (DEM-DF): ele foi eleito deputado federal, mas exerce o cargo de secretário de Transportes do Distrito Federal. De acordo com a reportagem, Fraga não respondeu aos telefonemas da Folha.
Folha Online-Brasil
Segundo a reportagem, isso acontece porque o salário mensal de um senador ou deputado é de R$ 16,5 mil --valor mais alto do que a maioria dos salários no Executivo.
Quando voltam ao Congresso, os licenciados também têm direito ao benefício do auxílio do mandato. Na Câmara, o auxílio varia de R$ 23 mil a R$ 34,2 mil por mês, dependendo do Estado do parlamentar. Quem volta à Casa tem direito a benefício proporcional aos dias trabalhados como deputado.
É o que ocorre com Alberto Fraga (DEM-DF): ele foi eleito deputado federal, mas exerce o cargo de secretário de Transportes do Distrito Federal. De acordo com a reportagem, Fraga não respondeu aos telefonemas da Folha.
Folha Online-Brasil
Equipes de resgate encontram mais corpos em Angra dos Reis
RIO - Mais um corpo foi encontrado na manhã deste sábado, na Enseada do Bananal, em Ilha Grande. Com ele, sobe para 20 o número de mortos no local, onde um deslizamento atingiu a Pousada Sankay e casas vizinhas. Em Angra dos Reis, somando com as vítimas de outro deslizamento, no Morro da Carioca, o número de óbitos já chega a 31. Com isso, já são 52 mortos no Rio, Região Metropolitana e Baixada Fluminense, desde a noite de quarta-feira. Cerca de cem homens, entre funcionários da Defesa Civil, bombeiros e integrantes da Capitania dos Portos, retomaram às 7h deste sábado as buscas pelos desaparecidos no Morro da Carioca. Cães farejadores ajudam na tarefa.
Sete corpos de vítimas do deslizamento já foram reconhecidos por parentes no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio. Entre eles, estavam três pessoas de uma mesma família: o casal Marcio Luiz Baccim, de 31 anos, e Cecilia Secco Baccim, de 30 anos, que estava grávida de seis meses, além do filho deles, Giovane Secco Baccim, de apenas 3 anos. Irmão de Marcio, Anderson Baccim foi quem fez o reconhecimento, por volta das 3h30m deste sábado. De acordo com ele, o casal e o filho mortos passaram o Natal em Arujá, São Paulo, e seguiram para festejar o réveillon em Angra, junto com outros 19 amigos.
Cerca de 20 pessoas de Arujá foram ao IML do Rio em busca de informações, e reclamam do atendimento no instituto. Segundo elas, nenhum funcionário foi designado para dar assistência aos parentes das vítimas. O comerciante Pedro Cordeiro chegou de madrugada para tentar acompanhar a chegada dos corpos. Ele - que era amigo da família Baccim - também está em busca de informações sobre sua sobrinha, Emanuela Rodrigues Neto, de 33 anos, que estava hospedada na Pousada Sankay com o noivo Flavio Larine, de 33 anos.
Mais três corpos devem chegar ainda esta manhã ao IML da capital. Os mortos que foram identificados pelos moradores das duas localidades afetadas seguiram para o IML de Angra. Na cidade, as famílias das vítimas estão velando os corpos de seus parentes, no Colégio Estadual Dr. Arthur Vargas, no Centro. No total, há 12 corpos no colégio, onde os familiares passaram a noite. A previsão é de que o enterro ocorra no Cemitério Belém, às 10h.
O governador Sérgio Cabral deve ir a Ilha Grande ainda na manhã deste sábado para acompanhar o trabalho de resgate. De acordo com o vice-governador Luiz Fernando Pezão, um estaleiro da região enviará equipamento à Praia do Bananal para auxiliar na retirada dos escombros. O governo federal destinou verba para ajudar as famílias das vítimas. Tuca Jordão, prefeito de Angra, decretou estado de calamidade pública e luto por três dias. Toda a programação do fim de ano, inclusive a tradicional procissão marítima de Angra, foi cancelada, assim como os festejos de 508 anos da cidade, que seriam celebrados no próximo dia 6.
O Globo on line, 2-jan-2010
Sete corpos de vítimas do deslizamento já foram reconhecidos por parentes no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio. Entre eles, estavam três pessoas de uma mesma família: o casal Marcio Luiz Baccim, de 31 anos, e Cecilia Secco Baccim, de 30 anos, que estava grávida de seis meses, além do filho deles, Giovane Secco Baccim, de apenas 3 anos. Irmão de Marcio, Anderson Baccim foi quem fez o reconhecimento, por volta das 3h30m deste sábado. De acordo com ele, o casal e o filho mortos passaram o Natal em Arujá, São Paulo, e seguiram para festejar o réveillon em Angra, junto com outros 19 amigos.
Cerca de 20 pessoas de Arujá foram ao IML do Rio em busca de informações, e reclamam do atendimento no instituto. Segundo elas, nenhum funcionário foi designado para dar assistência aos parentes das vítimas. O comerciante Pedro Cordeiro chegou de madrugada para tentar acompanhar a chegada dos corpos. Ele - que era amigo da família Baccim - também está em busca de informações sobre sua sobrinha, Emanuela Rodrigues Neto, de 33 anos, que estava hospedada na Pousada Sankay com o noivo Flavio Larine, de 33 anos.
Mais três corpos devem chegar ainda esta manhã ao IML da capital. Os mortos que foram identificados pelos moradores das duas localidades afetadas seguiram para o IML de Angra. Na cidade, as famílias das vítimas estão velando os corpos de seus parentes, no Colégio Estadual Dr. Arthur Vargas, no Centro. No total, há 12 corpos no colégio, onde os familiares passaram a noite. A previsão é de que o enterro ocorra no Cemitério Belém, às 10h.
O governador Sérgio Cabral deve ir a Ilha Grande ainda na manhã deste sábado para acompanhar o trabalho de resgate. De acordo com o vice-governador Luiz Fernando Pezão, um estaleiro da região enviará equipamento à Praia do Bananal para auxiliar na retirada dos escombros. O governo federal destinou verba para ajudar as famílias das vítimas. Tuca Jordão, prefeito de Angra, decretou estado de calamidade pública e luto por três dias. Toda a programação do fim de ano, inclusive a tradicional procissão marítima de Angra, foi cancelada, assim como os festejos de 508 anos da cidade, que seriam celebrados no próximo dia 6.
O Globo on line, 2-jan-2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Venezuela acusa EUA de violar espaço aéreo e preparar ataque
da Folha Online
com Associated Press
O governo venezuelano acusou nesta quinta-feira os EUA de violarem seu espaço aéreo, em supostas manobras preparatórias para um ataque. Autoridades americanas rechaçaram a acusação.
O Ministério das Relações Exteriores venezuelano não listou exemplos de tais violações, mas afirmou que os EUA usam "os territórios coloniais de Aruba e Curaçao na preparação de uma agressão militar contra a Venezuela".
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem reclamado repetidamente contra a permissão concedida pela Holanda que os EUA usem ilhas como apoio para o monitoramento do tráfego aéreo na América Sul relacionado ao narcotráfico. Aruba fica a cerca de 30 quilômetros da costa venezuelana.
Também é comum nos discursos de Chávez a acusação de que os EUA tramam uma conspiração para derrubá-lo do poder. Em 2002, o líder venezuelano sofreu um golpe militar, de curta duração, pelo qual os EUA negam qualquer envolvimento.
Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Stephen Lucas, negou que os voos militares americanos realizados a partir de Aruba e Curaçao estejam violando o espaço aéreo venezuelano. Ele também negou qualquer outro propósito nessas operações além do combate ao tráfico de drogas.
"O motivo da existência de nossas operações nas ilhas de Curaçao e Aruba é contra o tráfico de drogas, e não tem absolutamente nada a ver com política ou outros eventos na Venezuela", afirmou.
com Associated Press
O governo venezuelano acusou nesta quinta-feira os EUA de violarem seu espaço aéreo, em supostas manobras preparatórias para um ataque. Autoridades americanas rechaçaram a acusação.
O Ministério das Relações Exteriores venezuelano não listou exemplos de tais violações, mas afirmou que os EUA usam "os territórios coloniais de Aruba e Curaçao na preparação de uma agressão militar contra a Venezuela".
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem reclamado repetidamente contra a permissão concedida pela Holanda que os EUA usem ilhas como apoio para o monitoramento do tráfego aéreo na América Sul relacionado ao narcotráfico. Aruba fica a cerca de 30 quilômetros da costa venezuelana.
Também é comum nos discursos de Chávez a acusação de que os EUA tramam uma conspiração para derrubá-lo do poder. Em 2002, o líder venezuelano sofreu um golpe militar, de curta duração, pelo qual os EUA negam qualquer envolvimento.
Um porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Stephen Lucas, negou que os voos militares americanos realizados a partir de Aruba e Curaçao estejam violando o espaço aéreo venezuelano. Ele também negou qualquer outro propósito nessas operações além do combate ao tráfico de drogas.
"O motivo da existência de nossas operações nas ilhas de Curaçao e Aruba é contra o tráfico de drogas, e não tem absolutamente nada a ver com política ou outros eventos na Venezuela", afirmou.
Ralph Hofmann: “Justiça tardia é justiça negada (Especialmente no Brasil)”-caso Sean Goldman - Estados Unidos
Publicado por Adriana Vandoni em 27/12/2009 às 10:30 hs.
Por Ralph J. Hofmann
O caso de Sean Goldman proporcionou um suculento espetáculo de tudo que está errado na justiça brasileira.
Um menino é levado pela mãe a seu país. A mãe comunica que se está se divorciando. O pai tenta negociar amistosamente o retorno do filho ou ao menos alguma rotina de visitação e compartilhamento em férias. Passadas quatro semanas, fica sabendo que existe um pedido de divórcio na justiça brasileira. Imediatamente comunica o fato às cortes americanas que fazem saber à justiça brasileira que a Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis da Abdução de Crianças foi violada. Pela convenção a criança deve ser repatriada para em seis semanas para que se discuta no país de residência como deverá ser a custódia.
O pai passa quatro anos e meio ou mais batalhando, respeitando o conselho de não conduzir um alarido na imprensa, até que, apesar do falecimento da mãe ainda lhe é negada a posse do filho.
A justiça brasileira fica aceitando contestações que jamais deveriam ser aceitas porque o assunto está coberto por uma Convenção Internacional ratificada pelos dois países. Os anos passam, o pai tem ganho de causa nos muitos processos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, alegações da família brasileira são contestadas e comprovadas como sendo falsas. Não interessa. A posse da criança e o poder econômico superior da família brasileira, assessorada pelo advogado, agora genro fazem o tempo passar, e com o passar dos anos alega-se que a criança agora sofreria ao ser arrancada do (Salve, salve Pátria Amada Brasil!) país, já que passou metade da sua vida aqui, naturalmente como abduzido. (Recomenda-se ler a carta de Ricardo Zanariola Jr. advogado de David Goldman (http://bringseanhome.org/rz1.html) em contestação à carta de João Paulo Lins e Silva (http://bringseanhome.org/jpls.html) assim com a carta da advogada Patricia Appy (http://bringseanhome.org/apy.html) advogada de Goldman nos Estados Unidos. Estas três cartas são um “tour de force” sobre o assunto. Apontam para uma verdadeira conspiração dos prepotentes. Zanariola inclusive cita posições absolutamente contrárias àquelas adotadas contra David em um outro processo de repatriação da criança de um italiano, em que o pai é representado pelo escritório Lins e Silva, sendo o Dr. Paulo Lins e Silva uma reconhecida e merecida autoridade internacional nestes assuntos. É de espantar que não manifeste vergonha ante as atitudes do filho.
Agora, tendo Sean embarcado graças à atitude de Gilmar Mendes, também um homem versado em direito internacional, chovem críticas na Globo. Mas como David estava pastoreando o filho escada do avião acima. Olha o NBC emprestando o avião (Queriam o que? O pai não tem grana para alugar um jato. Queriam a criança num vôo comercial cheio de jornalistas?).
Aliás, tenho monitorado a NBC. Ela tem se comportado com louvável discrição. Muito mais do que a imprensa internacional que foi a Cuba registrar a chegada de Elián Golzalez. Provavelmente David foi bem assessorado quanto ao que autorizava ou não.
Mas chama a atenção que este caso é similar ao de corruptos elegíveis. Empurram-se os processos com a barriga até que se esteja ate fatos consumados. Os acusados, com centenas de processos estão eleitos. Os processos ficam suspensos e prescrevem.
Provavelmente a avó predadora e o advogado cúmplice esperavam controlar Sean Goldman e fazer sua lavagem cerebral contra o pai até 2018 quando ele teria 18 anos.
Não creio na hipótese de amor neste caso. Parece mais o caso de uma pessoa dominadora e controladora que não aceita que qualquer pessoa de sua família escape às suas garras. Possivelmente começando pela filha quando esta morava nos Estados Unidos.
http://www.prosaepolitica.com.br/2009/12/27/ralph-hofmann-justica-tardia-e-justica-negada-especialmente-no-brasil/#more-19717
Por Ralph J. Hofmann
O caso de Sean Goldman proporcionou um suculento espetáculo de tudo que está errado na justiça brasileira.
Um menino é levado pela mãe a seu país. A mãe comunica que se está se divorciando. O pai tenta negociar amistosamente o retorno do filho ou ao menos alguma rotina de visitação e compartilhamento em férias. Passadas quatro semanas, fica sabendo que existe um pedido de divórcio na justiça brasileira. Imediatamente comunica o fato às cortes americanas que fazem saber à justiça brasileira que a Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis da Abdução de Crianças foi violada. Pela convenção a criança deve ser repatriada para em seis semanas para que se discuta no país de residência como deverá ser a custódia.
O pai passa quatro anos e meio ou mais batalhando, respeitando o conselho de não conduzir um alarido na imprensa, até que, apesar do falecimento da mãe ainda lhe é negada a posse do filho.
A justiça brasileira fica aceitando contestações que jamais deveriam ser aceitas porque o assunto está coberto por uma Convenção Internacional ratificada pelos dois países. Os anos passam, o pai tem ganho de causa nos muitos processos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, alegações da família brasileira são contestadas e comprovadas como sendo falsas. Não interessa. A posse da criança e o poder econômico superior da família brasileira, assessorada pelo advogado, agora genro fazem o tempo passar, e com o passar dos anos alega-se que a criança agora sofreria ao ser arrancada do (Salve, salve Pátria Amada Brasil!) país, já que passou metade da sua vida aqui, naturalmente como abduzido. (Recomenda-se ler a carta de Ricardo Zanariola Jr. advogado de David Goldman (http://bringseanhome.org/rz1.html) em contestação à carta de João Paulo Lins e Silva (http://bringseanhome.org/jpls.html) assim com a carta da advogada Patricia Appy (http://bringseanhome.org/apy.html) advogada de Goldman nos Estados Unidos. Estas três cartas são um “tour de force” sobre o assunto. Apontam para uma verdadeira conspiração dos prepotentes. Zanariola inclusive cita posições absolutamente contrárias àquelas adotadas contra David em um outro processo de repatriação da criança de um italiano, em que o pai é representado pelo escritório Lins e Silva, sendo o Dr. Paulo Lins e Silva uma reconhecida e merecida autoridade internacional nestes assuntos. É de espantar que não manifeste vergonha ante as atitudes do filho.
Agora, tendo Sean embarcado graças à atitude de Gilmar Mendes, também um homem versado em direito internacional, chovem críticas na Globo. Mas como David estava pastoreando o filho escada do avião acima. Olha o NBC emprestando o avião (Queriam o que? O pai não tem grana para alugar um jato. Queriam a criança num vôo comercial cheio de jornalistas?).
Aliás, tenho monitorado a NBC. Ela tem se comportado com louvável discrição. Muito mais do que a imprensa internacional que foi a Cuba registrar a chegada de Elián Golzalez. Provavelmente David foi bem assessorado quanto ao que autorizava ou não.
Mas chama a atenção que este caso é similar ao de corruptos elegíveis. Empurram-se os processos com a barriga até que se esteja ate fatos consumados. Os acusados, com centenas de processos estão eleitos. Os processos ficam suspensos e prescrevem.
Provavelmente a avó predadora e o advogado cúmplice esperavam controlar Sean Goldman e fazer sua lavagem cerebral contra o pai até 2018 quando ele teria 18 anos.
Não creio na hipótese de amor neste caso. Parece mais o caso de uma pessoa dominadora e controladora que não aceita que qualquer pessoa de sua família escape às suas garras. Possivelmente começando pela filha quando esta morava nos Estados Unidos.
http://www.prosaepolitica.com.br/2009/12/27/ralph-hofmann-justica-tardia-e-justica-negada-especialmente-no-brasil/#more-19717
UM FELIZ 2010 PARA MIM, PARA VOCÊ, PARA TODOS OS SERES VIVENTES!
Não quero desejar um ano de 2010 feliz para todos e sim, que cada dia do ano que se aproxima seja maravilhoso, regado a surpresas positivas, como deve ser cada momento de nossas vidas...O 2010 ou seja lá o ano que for é apenas mais um. O que importa são as horas, momentos, cada dia vivido com intensidade como se fosse o último, confraternizações com familiares, amigos, colegas não somente nessa data ou outras marcadas pelo nosso calendário, mas sim que essas reuniões, cumprimentos sejam uma constante em nossas vidas, a hipocrisia deixe lugar para que sejamos melhores, solidários, irmãos em Cristo(ou seja lá o Nome que dá a Ele), sempre, a cada minuto e não lembrando de cumprimentos obrigatórios ou porque tal ou qual data deve ser assim...
Procuremos ser pessoas melhores 365 dias, a contar de hoje. Lembremos que o presente está aqui e agora. Não esperemos ocasiões que alguém do passado, sabe-se lá quem anotou isso num papel qualquer. Sejamos dignos, leais, companheiros um dos outros desde já. Perdoemos quem não nos perdoa por algum motivo sem esperar nada em troca. Respeitemos nossos semelhantes para que sejamos respeitados e " estendamos as mãos" sem que alguém precise nos pedir ajuda. Procuremos a humildade em cada gesto de quem está perto, física ou espitirualmente e, saibamos, antes de tudo que somos seres humanos, portanto falíveis, cometendo erros e acertos, porém jamais desistindo de tentar ir atrás de nossos sonhos e objetivos.
Feliz 2010, 11, 12....feliz seja você, eu a cada dia, a cada instante hoje e sempre!!!
Um abraço afetuoso a todos da
Zane (Roseane)
São Paulo, 1 de janeiro de 2010
PS: o relógio do blog está atrasado, mas, aqui no Brasil já passa 40 minutos do dia 1.
Procuremos ser pessoas melhores 365 dias, a contar de hoje. Lembremos que o presente está aqui e agora. Não esperemos ocasiões que alguém do passado, sabe-se lá quem anotou isso num papel qualquer. Sejamos dignos, leais, companheiros um dos outros desde já. Perdoemos quem não nos perdoa por algum motivo sem esperar nada em troca. Respeitemos nossos semelhantes para que sejamos respeitados e " estendamos as mãos" sem que alguém precise nos pedir ajuda. Procuremos a humildade em cada gesto de quem está perto, física ou espitirualmente e, saibamos, antes de tudo que somos seres humanos, portanto falíveis, cometendo erros e acertos, porém jamais desistindo de tentar ir atrás de nossos sonhos e objetivos.
Feliz 2010, 11, 12....feliz seja você, eu a cada dia, a cada instante hoje e sempre!!!
Um abraço afetuoso a todos da
Zane (Roseane)
São Paulo, 1 de janeiro de 2010
PS: o relógio do blog está atrasado, mas, aqui no Brasil já passa 40 minutos do dia 1.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
AO EX-PM, AGORA MEMBRO DO PCC PLANEJANDO MEU ASSASSINATO POR ACREDITAR EM ALGO QUE NÃO COMETI, LEIA PRIMEIRO ANTES DE ME MATAR, DEPOIS DECIDA, POR ROSEANE (ZANE).
Sei que estou sem computador porque foi todo corrompido para me retirar todos os meios possíveis de comunicação com o "mundo lá de fora" , com isso invade o micro para que consiga obter mais dados que devem estar faltando sobre minha vida, rotina diária, familiares etc. para saber o momento exato de cometer seu crime contra o juiz que o transferiu do Presídio Romão Gomes para um presídio comum. Querem que você acredite nisso para que "eles" e você sabe quem sao "eles", não sujem as mãos e sim um ex-detento que foi mandado para o corredor da tortura e, possível morte com essa decisão. Daí mesmo que consiga provar que minha aposentadoria por insanidade foi uma farsa, nada acontecerá com os responsáveis que me "arrancaram" da carreira que tanto sonhei por ter ousado desafiar o TJM ou Tribunal Militar.
Posso ter condenado você por homicídio, mas se alguém o tirou do presídio militar, tenha a certeza de que não fui eu, até por não ter competência para isso. Minha funcão foi de levar o processo até seu final, mo seu caso, até julgamento, porém quem decide onde o réu ficará faz parte da funcão do juiz corregedor e não minha. Jamais mandaria um PM cumprir sua pena em outro local por ser filha de oficiais PM, neta, ex-esposa de militar e desde os 18 anos trabalhar no tribunal militar.
Já te contaram que possuo uma ONG que cuida dos Direitos Humanos dos Policiai Militares onde essa Fundação é custeada dos meus parcos vencimentos porque não aceito ajuda financeira de Governo algum? É só acessar www.massacredasminorias.com
Se o condenei você o mereceu e sabe disso, mas daí a mandá-lo para o Cadeião vai uma distância muito grande. Todos que me conhecem sabem que não faz parte do meu estilo, tampouco do caráter que herdei do meu pai, o saudoso Alcione Pinheiro de Castro, oficial do Corpo de Bombeiros por quase toda sua vida profissional, benquisto por todos os praças, sem uma mácula sequer em sua carreira ma extinta Força Pública.
Isso tudo, exatamente há 9(nove) meses, quando impetrei um Mandado de Seguranca no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e outro procedimento em Brasilia no Conselho Nacional de Justiça, coincide com sua saída e estão fazendo com que acredite que sou a responsável pelo seu sofrimento nesse cumprimento da pena para, que, justamente, você faça o que eles querem, ME MATAR, assim o caso absurdo, surreal que fizeram comigo ao me aposentar sem direito a processo ou qualquer tipo de perícia médica não venha à tona e os responsáveis por essa "armação" com uma juíza vitalícia que ingressou na magistratura, através de concurso público, nao sejam punidos pelos rigores da lei, independente de serem desembargadores ou nao. Eu morro pela suas maos e eles... escapam, também...pelas suas mãos e, ainda irão posar de inocentes.
Antes de tomar qualquer atitude de acabar com a minha vida, procure se informar com pessoas de sua confiança se foi mesmo a Dra. Roseane que fez isso com você. Nao caia na armadilha deles porque, repito, você está sendo usado para matar a pessoa que vai desmascará-los e, acredite, o que mais deseja o judiciário paulista, meus colegas de Sao Paulo é se livrar daquela juíza que continua a lutar pela Justica em tirar seu nome da lama que foi jogado por Tribunais daqui de Sampa e, por óbvio, para meus colegas o meu lamento já virou perturbação. Eles me odeiam, sendo, você, possivelmente, até homenageado com sua pena diminuída ou medalhas por todo esse pessoal por ter me assasssinado. Assim ficam livres das reclamações e processos da Zane. Já sou ignorada mesmo por SP, me matando você fará um imenso favor a todos, repito, colegas da toga e tribunais. Vá em frente se isso te fará bem, porém, por mais frio que seja, desde já saiba que matará uma inocente que só fez cumprir seu mister, o de julgá-lo e condená-lo, jamais o mandando embora do presídio militar...
Não posso escrever mais por estar hoje num pc da minha vizinha, pois até a conexão do speed me tiraram, pouco enxergo de tão pequeno, mal sei o que está sendo digitado, pq você sabe que destruiu o meu computador, mas mesmo que EU VENHA A SER ASSASSSINADA quero que isso fique registrado que matou a pessoa errada. Não faria isso. Posso condenar, repito tantas e tantas vezes necessário for, se o fiz é porque mereceu, agora decretar sua tortura em estabelecimento psisional comum não faz parte do meu estilo de ser, ou mesmo de uma índole perversa. Só fiz a minha parte, a de julgar e no seu caso, condenar. Quanto a decidir onde cumpriria a pena não cabia a mim e sim ao juiz responsável pelas execuções penais.
Nao dá mais para continuar escrevendo estar em péssimas condicões tanto o micro como hoje, eu mesma, emocionalmente falando, porém estou disposta a esclarecer tudo, pessoalmente, com você.
Não tenho medo de morrer, só não quero levar uma culpa que não me pertence e sim a quem te fez acreditar nisso para livrarem-se de mim de uma vez, usando um ex-detento que foi obrigado a se aliar ao PCC para não morrer. E, pelo jeito conseguiram com que acreditasse nessa história mentirosa, falaciosa para que "suje" as suas mãos me matando ou a meus familiares. Se vai fazer, assassine a Roseane e não seja covarde em matar meus filhos ou minha avó de 92 anos, muito menos meu neto de 4.
Pense, analise, colha informações antes de matar um inocente, nesse caso, eu!
Não me critiquem pela redacão, erros etc. e digitar, propositadamente a palavra você várias vezes, mas isso precisa chegar ao cidadão que planeja um crime contra mim, além de estar num computador da vizinha, precisando digitar às pressas para não incomodá-la.
Antes de morrer precisava deixar isso registrado ao mundo que vão matar um inocente para que a verdade sobre a magistratura brasileira não seja desmascarada. Agora entendo o porquê mesmo antes do mérito desse Mandado de SEgurança ser julgado e somente e tão-somente a liminar, alguns desembargadores que me defendiam, anteriormente, "como num passe de mágica" na sessão seguinte se deram por impedidos que determina que todo e qualquer impedimento (não suspeição) tenha motivação prevista em Lei, e esses Senhores se omitiram, nada disseram...
São Paulo, 22 de dezembro de 2009
Roseane (Zane)
PS: publicado, novamente, com a finalidade que esse indivíduo leia ou alguém por ele.
Posso ter condenado você por homicídio, mas se alguém o tirou do presídio militar, tenha a certeza de que não fui eu, até por não ter competência para isso. Minha funcão foi de levar o processo até seu final, mo seu caso, até julgamento, porém quem decide onde o réu ficará faz parte da funcão do juiz corregedor e não minha. Jamais mandaria um PM cumprir sua pena em outro local por ser filha de oficiais PM, neta, ex-esposa de militar e desde os 18 anos trabalhar no tribunal militar.
Já te contaram que possuo uma ONG que cuida dos Direitos Humanos dos Policiai Militares onde essa Fundação é custeada dos meus parcos vencimentos porque não aceito ajuda financeira de Governo algum? É só acessar www.massacredasminorias.com
Se o condenei você o mereceu e sabe disso, mas daí a mandá-lo para o Cadeião vai uma distância muito grande. Todos que me conhecem sabem que não faz parte do meu estilo, tampouco do caráter que herdei do meu pai, o saudoso Alcione Pinheiro de Castro, oficial do Corpo de Bombeiros por quase toda sua vida profissional, benquisto por todos os praças, sem uma mácula sequer em sua carreira ma extinta Força Pública.
Isso tudo, exatamente há 9(nove) meses, quando impetrei um Mandado de Seguranca no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e outro procedimento em Brasilia no Conselho Nacional de Justiça, coincide com sua saída e estão fazendo com que acredite que sou a responsável pelo seu sofrimento nesse cumprimento da pena para, que, justamente, você faça o que eles querem, ME MATAR, assim o caso absurdo, surreal que fizeram comigo ao me aposentar sem direito a processo ou qualquer tipo de perícia médica não venha à tona e os responsáveis por essa "armação" com uma juíza vitalícia que ingressou na magistratura, através de concurso público, nao sejam punidos pelos rigores da lei, independente de serem desembargadores ou nao. Eu morro pela suas maos e eles... escapam, também...pelas suas mãos e, ainda irão posar de inocentes.
Antes de tomar qualquer atitude de acabar com a minha vida, procure se informar com pessoas de sua confiança se foi mesmo a Dra. Roseane que fez isso com você. Nao caia na armadilha deles porque, repito, você está sendo usado para matar a pessoa que vai desmascará-los e, acredite, o que mais deseja o judiciário paulista, meus colegas de Sao Paulo é se livrar daquela juíza que continua a lutar pela Justica em tirar seu nome da lama que foi jogado por Tribunais daqui de Sampa e, por óbvio, para meus colegas o meu lamento já virou perturbação. Eles me odeiam, sendo, você, possivelmente, até homenageado com sua pena diminuída ou medalhas por todo esse pessoal por ter me assasssinado. Assim ficam livres das reclamações e processos da Zane. Já sou ignorada mesmo por SP, me matando você fará um imenso favor a todos, repito, colegas da toga e tribunais. Vá em frente se isso te fará bem, porém, por mais frio que seja, desde já saiba que matará uma inocente que só fez cumprir seu mister, o de julgá-lo e condená-lo, jamais o mandando embora do presídio militar...
Não posso escrever mais por estar hoje num pc da minha vizinha, pois até a conexão do speed me tiraram, pouco enxergo de tão pequeno, mal sei o que está sendo digitado, pq você sabe que destruiu o meu computador, mas mesmo que EU VENHA A SER ASSASSSINADA quero que isso fique registrado que matou a pessoa errada. Não faria isso. Posso condenar, repito tantas e tantas vezes necessário for, se o fiz é porque mereceu, agora decretar sua tortura em estabelecimento psisional comum não faz parte do meu estilo de ser, ou mesmo de uma índole perversa. Só fiz a minha parte, a de julgar e no seu caso, condenar. Quanto a decidir onde cumpriria a pena não cabia a mim e sim ao juiz responsável pelas execuções penais.
Nao dá mais para continuar escrevendo estar em péssimas condicões tanto o micro como hoje, eu mesma, emocionalmente falando, porém estou disposta a esclarecer tudo, pessoalmente, com você.
Não tenho medo de morrer, só não quero levar uma culpa que não me pertence e sim a quem te fez acreditar nisso para livrarem-se de mim de uma vez, usando um ex-detento que foi obrigado a se aliar ao PCC para não morrer. E, pelo jeito conseguiram com que acreditasse nessa história mentirosa, falaciosa para que "suje" as suas mãos me matando ou a meus familiares. Se vai fazer, assassine a Roseane e não seja covarde em matar meus filhos ou minha avó de 92 anos, muito menos meu neto de 4.
Pense, analise, colha informações antes de matar um inocente, nesse caso, eu!
Não me critiquem pela redacão, erros etc. e digitar, propositadamente a palavra você várias vezes, mas isso precisa chegar ao cidadão que planeja um crime contra mim, além de estar num computador da vizinha, precisando digitar às pressas para não incomodá-la.
Antes de morrer precisava deixar isso registrado ao mundo que vão matar um inocente para que a verdade sobre a magistratura brasileira não seja desmascarada. Agora entendo o porquê mesmo antes do mérito desse Mandado de SEgurança ser julgado e somente e tão-somente a liminar, alguns desembargadores que me defendiam, anteriormente, "como num passe de mágica" na sessão seguinte se deram por impedidos que determina que todo e qualquer impedimento (não suspeição) tenha motivação prevista em Lei, e esses Senhores se omitiram, nada disseram...
São Paulo, 22 de dezembro de 2009
Roseane (Zane)
PS: publicado, novamente, com a finalidade que esse indivíduo leia ou alguém por ele.
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