11 de novembro de 2009 • 23h48 • atualizado em 12 de novembro de 2009 às 00h34
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
O júri composto por seis homens e uma mulher decidiu no fim desta noite, em São Paulo, que Willians Herbas Camacho, o Marcola, é responsável pela morte do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antonio José Machado Dias. O magistrado Alberto Anderson, que presidiu a sessão, determinou em 29 anos de prisão a pena pelo crime, ocorrido em 14 de março de 2003.
Apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcola foi julgado no Forum Criminal da Barra Funda. Ele deveria ter ido a júri em outubro, mas seu advogado se retirou da sessão anterior alegando cerceamento de defesa. O outro acusado pelo crime, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, foi condenado a 29 anos de prisão na madrugada do dia 2 de outubro.
O advogado que defende o réu, Roberto Bartolomei Parentoni, disse que vai pedir anulação da decisão por não ter sido unânime entre os jurados e porque, segundo ele, foram apresentadas provas "emprestadas" de outros processos.
O promotor público Carlos Roberto Talarico comemorou a pena e disse que a decisão "é um trabalho de cinco anos que é encerrado". O júri aceitou a qualificação do homicídio por motivo torpe e emboscada.
Acusação e defesa
Durante o julgamento, Talarico descreveu em sua peça de acusação a "estrutura piramidal" do PCC e a liderança dele dentro da facção para sustentar sua culpa no assassinato do juiz. Segundo o Ministério Público, nenhuma decisão do PCC era executada sem a ordem expressa de Marcola. O advogado que defende o réu, Roberto Bartolomei Parentoni, afirmou que só foram apresentadas provas de "ouvir dizer".
Depuseram nesta tarde duas testemunhas de acusação e uma de defesa. Os relatos atestaram que Marcola comandava o PCC com a assistência de Carambola. "Sem a ordem do líder lá em cima, não tem como alguém de baixo tomar uma ordem por conta própria", disse Talarico.
"Marcos Camacho é ladrão, sim. Mas não foi apresentada uma única prova de que ele tenha sido o mandante da morte de um juiz. Ouvi dizer que foi ele que ordenou o apagão no País na noite de ontem. Um dia os senhores (jurados) podem estar aqui e aí vão querer que a Justiça seja feita", disse Parentoni.
Além do delegado Rui Ferraz Fontes, foram interrogados o ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Godofredo Bittencourt, e uma de defesa, o diretor do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, Luciano César Orlando. O julgamento estava em fase de tréplica da defesa por volta das 22h30.
Já não era sem tempo de ver a Justiça cumprir seu papael num caso tão escabroso, cruel onde um crime foi perpetrado por vingança, motivado pela torpeza, crueldade e frieza, típicas de verdadeiros bandidos que devem apodrecer na cadeia, sem direito a regime que o beneficie para que não pratique mais barbáries como essa, ceifando a vida de um homem digno, chefe de família e que só errou na visão desse meliante porque ouseou cumprir seu dever.
ResponderExcluirA Justiça se fez!
Roseane (Zane)
12-12-09